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Conheça o aiatolá Alireza Arafi, líder do conselho provisório no Irã

Triunvirato que assume o poder é composto por Arafi, o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei

O aiatolá Alireza Arafi, nomeado jurista membro do novo Conselho de Liderança do Irã
O aiatolá Alireza Arafi, nomeado jurista membro do novo Conselho de Liderança do Irã | Foto: Mostafameraji/Wikimedia Commons

Depois da morte do líder supremo Ali Khamenei, neste sábado, 28, um conselho provisório passa a governar o Irã. Neste domingo, 1º, o aiatolá Alireza Arafi foi nomeado jurista membro do novo Conselho de Liderança, órgão que assume o comando do país até a escolha do próximo líder pela Assembleia de Peritos, conforme a agência ISNA.

Arafi, o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei, compõem o triunvirato que assume o poder . Por ser o único clérigo, Arafi se destaca como o líder religioso do grupo, papel central em um regime teocrático, como o iraniano.

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Alireza Arafi, de 67 anos, é vice-presidente da Assembleia de Peritos, responsável por eleger e supervisionar o líder supremo. Também integra o Conselho dos Guardiões, que avalia candidatos a cargos públicos e leis do parlamento, além de comandar o sistema de seminários que coordena o ensino islâmico no Irã.

Considerado aliado próximo de Khamenei, Arafi ganhou projeção em cargos-chave logo depois da ascensão do líder supremo, em 1989. De acordo com o Middle East Institute, Khamenei articulou cuidadosamente sua ascensão, vendo em Arafi um possível sucessor para o futuro.

Perfil modernizador e papel internacional de Alireza Arafi

Bandeira do Irã
Bandeira do Irã | Foto: Reprodução/Internet

Arafi domina árabe e inglês e tem reconhecido interesse em tecnologia. Segundo veículos iranianos, ele incentiva a modernização das instituições religiosas e defende o uso de inteligência artificial para fortalecer a mensagem do regime.

Nos últimos anos, o aiatolá ampliou sua visibilidade ao assumir missões oficiais para encontros com líderes globais, como o Papa Francisco em 2022, visitar regiões afetadas por terremotos e fazer pronunciamentos sobre segurança nacional. Nesse sentido, ele apoia a Guarda Revolucionária e o aumento das capacidades militares do Irã.

Nascido em 1959 em Meybod, província de Yazd, Arafi vem de família clerical e iniciou os estudos religiosos aos 11 anos em Qom, sob orientação do pai. Tornou-se mujtahid, especialista em jurisprudência islâmica e filosofia, depois de anos de formação acadêmica.

Aos 33 anos, em 1992, passou a ser líder das orações de sexta-feira em Meybod, sinal da confiança de Khamenei. Posteriormente, chefiou a Universidade Internacional Al-Mustafa, criada para difundir a ideologia da república islâmica e formar líderes xiitas de outros países.

Leia também: “O Discurso e a República”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 311 da Revista Oeste

Embora tenha trajetória consolidada nas instituições religiosas e cargos altos, especialistas avaliam que Arafi não construiu base política autônoma fora do ambiente clerical. Sua liderança durante a transição pode ser afetada por esse fator, que deve influenciar os próximos desdobramentos políticos do Irã.

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