Qualificado de “racista”, ‘…E o Vento Levou’ é retirado de plataforma de streaming

A obra que romantiza a época da Guerra Civil americana é a mais recente vítima dos protestos que tomaram as ruas de vários países depois do assassinato do segurança George Floyd
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A obra que romantiza a época da Guerra Civil americana é a mais recente vítima dos protestos que tomaram as ruas de vários países depois do assassinato do segurança George Floyd

Considerado um dos maiores filmes da história pela unanimidade dos cinéfilos, ...E o Vento Levou foi retirado do catálogo da HBO Max por ser qualificado de racista. A obra que romantiza a época da Guerra Civil americana é a mais recente vítima da radicalização dos protestos que tomaram as ruas de vários países depois da morte do segurança George Floyd, assassinado de maneira cruel por um policial de Minneapolis, nos Estados Unidos .

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Nesta segunda-feira, 8, uma estátua de Winston Churchill foi pichada durante um protesto antirracista em Londres. Os manifestantes escreveram a frase “era um racista” embaixo do nome do ex-primeiro-minitro britânico, homem que salvou a democracia que a Alemanha hitlerista quase destruiu.

Segundo o jornal The New York Times, o serviço de streaming prometeu trazer o título de volta “com uma discussão sobre seu contexto histórico, enquanto denuncia os erros raciais da obra.” O longa-metragem, de 1939, se passa numa fazenda em Atlanta e ganhou oito prêmios da Academia, incluindo melhor filme e melhor atriz coadjuvante por Hattie McDaniel, a primeira negra a vencer um Oscar.

Baseado num livro de Margaret Mitchell escrito em 1936, o filme narra o caso de amor entre Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), filha de um proprietário rural, e Rhett Butler (Clark Gable), um charmoso aventureiro. Os críticos acusam há algum tempo que os escravos são apresentados como bem tratados, contentes e leais a seus senhores.

“...E o Vento Levou é um produto de seu tempo e descreve alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afimou a HBO, em comunicado. “Essas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje. Acreditamos que mantê-las sem uma explicação e uma denúncia seria irresponsável”.

Há alguns anos, a obra literária de Monteiro Lobato também foi rotulada de racista por extremistas do “politicamente correto”. Numa entrevista à revista Veja, em 2012, João Luís Ceccantini, coautor do livro Monteiro Lobato – Livro a Livro, deu uma declaração que vale não apenas para o caso do criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas para qualquer tentativa de censura de produções clássicas. “Querer censurar ou modificar em algum grau uma obra cultural é um absurdo”, disse. “Trata-se de analfabetismo histórico, que despreza o tempo em que determinadas obras foram feitas”.

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17 comentários Ver comentários

  1. Sera que esses movimentos nao se dao conta que tudo isso ta fazendo aumentar o odio e o racismo entre brancos e pretos e qualquer outra etenia isso ta mexendo com o lado psicologico das pessoas ta aflorando o lado selvagem do ser humano e isso vai acabar sim aumentando o Racismo tem que punis o racismo mais nao e desse geito que vao acabar com ele isso so vai fazer aumentar

  2. A noção de liberdade não e´mais relevante.
    No momento somos mais ¨pensados¨do que pensamos e somos mais
    ¨ atuados¨do que agimos: essa observação define minha concepção do que chamo de tribalismo : focalizar a existencia de uma dimensão de
    confusão , de contaminação. (M.M.)

    1. Não podemos simplesmente julgar sem entender os motivos que moveram a retirada momentânea dessa obra. O que entendi é que a HBO colocará uma frase do tipo “esta obra contem cenas de racismo, cenas estas que não representam a opinião desta empresa,…” assim sendo vejo que este tipo de adaptação está correta diante dos dias atuais.

  3. Sou negro e acho isso tudo uma idiotice!
    O preconceito existe de todas a formas, mas só olham par ao negros..que pora chata!
    O branco não pode andar com uma camisa escrita “orgulho branco”, mas o negro pode andar com uma “orgulho negro”.
    A humanidade precisa de evolução, mas só regride, está cada vez mais separatista, intolerante e violenta.
    Estamos vivendo um tempo muito estranho!

  4. É a nova Revolução Cultural Chinesa, só que agora no Ocidente. O próximo passo será queimar bibliotecas, incendiar igrejas e templos e enforcar quem for “fascista” (qualquer um que disser que todas as vidas importam).

  5. Lamentável que as grandes empresas de streaming estejam fazendo um assassinato cultural para satisfazer grupos em detrimento de toda uma sociedade, ignorando o contexto histórico das obras. Estamos em tempos que cada grupo dentro da sociedade vai ter o direito de destruir qualquer obra cultural do outro grupo e assim sucessivamente até que toda a sociedade como um todo esteja dividida e destruída. Tempos sombrios.

  6. Vergonhoso.
    Estão perseguindo filmes do passado! E esse filme maravilhoso nem tem nada disso.
    Progressismo é destruidor, o mal literal da humanidade.

    1. A história não pode ser destruída, relata fatos que contribuiram para tudo o que hoje existe. Destruir a história é pobreza intelectual. Lamentável!

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