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Uma década após abrir suas fronteiras, Alemanha quer que imigrantes sírios regressem a seu país

Políticos salientam que os incentivos para deixar a Alemanha são muito fracos

Manifestação de sírios na Alemanha | Foto: Instagram
Manifestação de sírios na Alemanha | Foto: Instagram

A União Cristão Democrata (CDU, na sigla em alemão), partido do atual chanceler Friedrich Merz, está pedindo que o governo forneça maiores incentivos para que os imigrantes sírios retornem à sua terra de origem.

Manifestação de sírios na Alemanha | Foto: Instagram
Manifestação de sírios na Alemanha | Foto: Instagram

“O incentivo econômico para permanecer aqui não deve superar o interesse em contribuir para a reconstrução do país. Não deve ser uma decisão econômica”, disse o deputado alemão da CDU Marc Henrichmann ao jornal Bild.

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Segundo o Ministério do Interior da Alemanha, menos de 2 mil sírios retornaram à Síria em 2025. Menos da metade do número de sírios que voltaram em 2024. Políticos da CDU salientam que os incentivos para deixar a Alemanha são muito fracos.

A posição da CDU ocorre uma década após a frase icônica pronunciada por Angela Merkel em 31 de agosto de 2015: “Wir schaffen das”, que significa “Nós conseguimos” ou “Nós daremos um jeito”.

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Essa expressão se tornou símbolo da política de portas abertas durante a crise dos refugiados.

Governo da Alemanha tenta repatriar sírios voluntariamente

Desde a queda do regime de Assad, no final de 2024, os governos federal e estaduais têm promovido o retorno voluntário de sírios.

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“Precisamos ajudar a estabilizar a situação no terreno, auxiliar na reconstrução e cooperar em questões de segurança”, exigiu Henrichmann.

Para ele, o número de saídas voluntárias precisa aumentar. “Mas, para isso, também precisamos ser capazes de dizer às pessoas, com a consciência tranquila: podem partir”, disse.

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Uma reforma dos benefícios sociais também é importante para limitar os fluxos futuros de refugiados, afirmou o político da CDU.

Ele pediu uma reforma rápida da legislação de subsídios familiares, “especialmente no que diz respeito aos refugiados legalmente reconhecidos, mas que não desejam se integrar ou trabalhar”.

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Ninguém que venha para a Europa “deve saber, a longo prazo, em qual país vai parar. Para que a questão dos benefícios sociais não seja a motivação”, disse Henrichmann. 

Alexander Throm, especialista em assuntos internos da CDU, salientou que “está claro que o motivo original da fuga, o regime de terror do regime de Assad, deixou de existir. Portanto, é de esperar que os cidadãos sírios retornem à sua terra natal e participem da reconstrução”, disse ao jornal Bild.

Em 2015, ano do início da fase mais aguda da crise migratória na Europa, quase 500 mil sírios entraram na Alemanha. Cerca de 40% dos 1,1 milhão de asilo registrados naquele ano.

Ao longo da última década, o número de sírios que moram na Alemanha foi aumentando. Atualmente, quase um milhão de sírios vivem na Alemanha. Cerca de 160 mil deles obtiveram a cidadania alemã.

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