Questões relacionadas ao cronograma da acusação podem representar o ponto vulnerável do processo contra Tyler Robinson, acusado de assassinar Charlie Kirk. Segundo a advogada criminalista Skye Lazaro, a defesa deverá explorar essas fragilidades.
Em entrevista ao jornal Fox News Digital, nesta sexta-feira, 3, a advogada afirmou que a defesa tende a prolongar a fase de acesso às provas por até um ano, adiando a data da audiência preliminar.
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Skye Lazaro afirmou que ainda há muitas informações desconhecidas no caso.
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A defesa, que iniciou a fase de obtenção de provas em 29 de setembro, já conseguiu adiar em um mês a audiência de renúncia – quando o réu abre mão de algum direito legal.
Os promotores apresentaram mensagens de texto entre Robinson e Lance Twiggs, seu parceiro, nas quais ele assumiria o crime, mas sem registrar horários nas conversas.
Kirk, fundador do grupo conservador Turning Point USA e pai de dois filhos, morreu depois de um atirador disparar contra ele às 12h20 de 10 de setembro, enquanto discursava em um evento na Utah Valley University. O movimento criado por ele ganhou destaque nacional e mobilizou o apoio jovem ao Partido Republicano.
Desafios para a acusação
Robinson, de 22 anos, foi preso em sua cidade natal 33 horas depois do crime. Antes disso, teria retornado ao local onde o homicídio ocorreu. A polícia encontrou a arma do crime no local. Porém, segue indefinido o momento em que um oficial abordou Robinson nas proximidades.
“Se o cronograma não fizer sentido, isso pode ser ruim para a acusação”, explicou Lazaro ao Fox News. “O acusado teria informado ao policial que buscava um objeto esquecido perto de um estacionamento, local próximo de onde a arma foi achada. Como muitos fugiram deixando pertences depois do disparo, a atitude não levantou suspeitas na hora.”
O policial realizou uma consulta de rotina na placa do carro de Robinson, e as autoridades só ligaram essa abordagem ao caso quando ele já era suspeito.
Lazaro destacou que, caso a câmera corporal do policial não tenha captado a abordagem, a defesa pode explorar essa brecha para questionar a investigação.
Estratégia da defesa
A advogada ainda pontuou que detalhes adicionais das mensagens podem prejudicar a defesa.
Segundo a advogada, a equipe de defesa deve dedicar tempo à análise técnica dos dados para montar uma linha temporal consistente.
O próprio Twiggs, parceiro de Robinson, está colaborando com a investigação, mas a defesa buscará enfraquecer os argumentos do Ministério Público.
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Lazaro argumentou que rumores e teorias da conspiração sobre mensagens forjadas ou provas plantadas só seriam úteis caso a defesa conseguisse comprovar tais alegações. “Você tende a perder credibilidade se não conseguir provar”, disse.
Os autos do processo não apresentam elementos que isentem Robinson, segundo Lazaro. Portanto, a defesa buscará provas favoráveis durante a fase de acesso aos documentos ou por meio do depoimento de testemunhas em audiência preliminar, cuja data permanece indefinida.
Expectativas para o julgamento
Robinson ainda não apresentou resposta à acusação. Na audiência de 29 de setembro, a Justiça autorizou que dois advogados da Califórnia, Michael Burt e Richard Novak, atuem em conjunto com a defensora pública de Utah, Kathy Nester.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos ainda não apresentou acusações federais, mas essa possibilidade não está descartada.
Nester solicitou mais prazo ao tribunal para decidir se Robinson exigirá a audiência preliminar, etapa em que a acusação precisa demonstrar indícios suficientes para prosseguir com o processo.
Embora seja improvável que a defesa consiga encerrar o caso nessa fase, a audiência permite avaliar o desempenho das testemunhas sob pressão.
Leia também: “O Efeito Charlie”, artigo de Ana Paula Henkel, publicado na Edição 288 da Revista Oeste








































O criminoso não adiou a morte de Kirk, não pensou em suas filhas e esposa. E em milhões de pessoas que acreditavam em suas ações e palavras. O criminoso não ponderou ao atirar com uma arma letal em um ser humano. Pra que prorrogar a definição e condenação de ser abjeto?