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Depois de o Itamaraty apoiar indicação do Suriname, Paraguai retira candidatura de chanceler para direção da OEA

Presidente Santiago Peña critica mudança de posição de países da região, mas não cita o Brasil diretamente

Presidente do Paraguai tinha o apoio de Trump à sua indicação | Foto: Sebastián Vivallo/Getty Images
Presidente do Paraguai tinha o apoio de Trump à sua indicação | Foto: Sebastián Vivallo/Getty Images

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou a retirada da candidatura de seu chanceler, Rubén Ramírez, ao cargo de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo ele, “países amigos da região modificaram o acordo inicial” e decidiram “não acompanhar” a proposta paraguaia.

Ramírez tinha o apoio de governos de direita, como o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Panamá e a Argentina também apoiaram o republicano.

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“Tomei a decisão de retirar a candidatura do ministro das Relações Exteriores, Rubén Ramírez Lezcano, um diplomata com uma longa carreira e merecido prestígio, não apenas regional, mas mundial”, declarou Peña, em nota oficial.

A votação para eleger o novo secretário-geral da OEA está marcada para 10 de março, na sede da organização em Washington, nos EUA.

Mudança de apoio e críticas do presidente do Paraguai

A decisão de Peña foi anunciada depois que Costa Rica, Equador e República Dominicana aderiram ao apoio a Albert Ramdin, chanceler do Suriname. Os países juntaram-se a Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia e Uruguai. O Itamaraty anunciou na terça-feira 4 que está ao lado da candidatura do surinamês.

O presidente paraguaio afirmou que sua candidatura buscava fortalecer a OEA, “com base em uma gestão moderna e eficiente, acima de interesses e ideologias particulares”. Ele destacou que a proposta teve grande aceitação entre diversos Estados-membros, mas que, “nos últimos dias e de forma abrupta e inexplicável, o Paraguai soube por países amigos” sobre a retirada de apoio.

Peña afirmou que o Paraguai “sempre baseou suas posições em princípios e valores elevados” e não mudaria sua postura por “uma eleição ou situação particular”. Ele também agradeceu aos governos que deram apoio à candidatura paraguaia.

Leia mais: “Itamaraty apoia chanceler do Suriname para novo diretor da OEA”

Já o bloco liderado pelo Brasil argumentou que Ramdin representa “um passo significativo” para a unidade regional e defendeu a rotação na liderança da OEA para garantir melhor representação geográfica.

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