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Deputados lançam gás lacrimogêneo no Parlamento da Sérvia

Os militantes responsabilizaram mais de 12 pessoas pela queda do teto de uma estação de trem em Novi Sad

Apoiadores do governista Partido Progressista atacaram e feriram uma estudante | Foto: Reprodução/Redes sociais
Apoiadores do governista Partido Progressista atacaram e feriram uma estudante | Foto: Reprodução/Redes sociais

Deputados da oposição lançaram granadas de fumaça e gás lacrimogêneo dentro da Assembleia Nacional da Sérvia nesta terça-feira, 4. Segundo a agência Reuters, os parlamentares realizaram a manifestação a favor de um movimento estudantil e contra as políticas do governo.

O incidente reflete as tensões crescentes causadas pelos protestos estudantis. Eles começaram depois da queda do teto de uma estação de trem em Novi Sad, cidade ao norte da Sérvia, há quatro meses. O colapso da estrutura matou 15 pessoas.

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Inicialmente, o ocorrido gerou demandas por responsabilização. No entanto, agora, ele se tornou um dos maiores desafios ao governo sérvio.

Durante a sessão, os deputados correram em direção ao pódio da presidente da Casa, Ana Brnabić. No caminho, se envolveram em brigas com seguranças e acenderam bombas de fumaça. Eles preencheram o salão com nuvens preta e rosa

Ana Brnabić confirmou que dois políticos ficaram feridos durante a ação. Jasmina Obradović, do Partido Progressista Sérvio, sofreu um derrame e permanece em estado crítico.

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Brnabić afirmou que, apesar do ocorrido, o Parlamento seguiria com seu trabalho e defenderia as instituições do país. A sessão visava a aprovar um aumento no financiamento universitário, uma reivindicação dos estudantes, que bloqueiam faculdades desde dezembro de 2024.

Além disso, a Casa também planejava oficializar a renúncia do primeiro-ministro Miloš Vučević. Contudo, novas propostas da coalizão governista irritaram a oposição e elevaram ainda mais as tensões.

Sérvia tenta conter onda de protestos estudantis

Em janeiro, Vučević renunciou em resposta à onda de protestos estudantis. Ele afirmou que tomou a decisão “para evitar complicar ainda mais as coisas” e “não intensificar as tensões na sociedade”.

Os militantes responsabilizaram mais de 12 pessoas pelo incidente de Novi Sad. Entre os acusados está o ex-ministro dos Transportes Goran Vesic, que deixou o cargo poucos dias depois do desabamento.

As tensões cresceram durante um bloqueio de 24 horas no cruzamento rodoviário mais movimentado de Belgrado. No mesmo dia, em Novi Sad, apoiadores do governista Partido Progressista atacaram e feriram uma estudante.  

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