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Dilma se reúne com Putin e defende fim de transações em dólar

A ex-presidente petista defendeu o uso de moedas locais entre os países que fazem parte dos Brics

Dilma e Putin
No encontro, Dilma não mencionou a guerra da Rússia contra a Ucrânia | Foto: Alexei Danichev/RIA Novosti

A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, voltou a atacar a hegemonia do dólar em transações internacionais. A cena ocorreu nesta quarta-feira, 26, durante encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

A ex-presidente do Brasil defendeu o uso de moedas locais, para supostamente facilitar o comércio entre os países emergentes membros dos Brics — o nome mais conhecido do NBD. Dilma está em São Petersburgo, na Rússia, para a 2ª Cúpula da Rússia–África.

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A presidente do NBD ressaltou o papel fundamental do banco na construção de um mundo “mais multilateral e multipolar”. No Twitter, Dilma rechaçou a hipótese de que a instituição financeira possa fazer novos empréstimos à Rússia.

No texto, a petista não mencionou a guerra entre Rússia e Ucrânia, mas afirmou que “quaisquer especulações sobre a discussão de novas operações do NBD na Rússia são infundadas”.

“O NBD reiterou que não está considerando novos projetos na Rússia e que opera em conformidade com as restrições aplicáveis nos mercados internacionais”, disse Dilma, no Twitter.

De acordo com o jornal O Globo, antes do encontro, alguns veículos teriam noticiado que Dilma teria sugerido emprestar dinheiro à Rússia. A China supostamente teria rejeitado a proposta, com medo de o NBD sofrer sanções do Ocidente por “financiar” a ofensiva russa na Ucrânia.

Sem dólar

Dilma e Putin
A presidente do NBD ressaltou o papel fundamental do banco na construção de um mundo ‘mais multilateral e multipolar’. Foto: Alexei Danichev/RIA Novosti

Na reunião, ao lado de Dilma, Putin criticou o uso do dólar norte-americano como moeda internacional. Ele disse que o uso da moeda serve como “ferramenta de luta política”, mas não entrou nos detalhes da conversa com a petista.

Por sua vez, Dilma lembrou que, até 2026, o NBD tem como meta fazer 30% de suas captações em moedas locais. Ela também elogiou a Rússia, como “grande parceira no Brics e no NBD”.

“Não há justificativa para que países em desenvolvimento não possam estabelecer trocas em moedas locais”, afirmou a petista.

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2 comentários
  1. José Carneiro Moncorvo Neto
    José Carneiro Moncorvo Neto

    Já sou assinante e quero ser duplo assinante para cooperar para essa revista da verdade, da seriedade da liberdade e da justica

  2. José Carneiro Moncorvo Neto
    José Carneiro Moncorvo Neto

    Mas não é possível essa acefálica estar sugerindo troca de moedas para transações comerciais entre países. Maior anomalia é justamente é o BRICS ACEITAR essa jumanta especializada em assalto a bancos, como presidenta. Que que isso gente?

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