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Dinamarca se recusa a acolher pacientes palestinos vindo de Gaza por 'risco de segurança nacional'

Citou como riscos para a segurança nacional o possível aumento dos pedidos de reunificação familiar

Manifestação pro-Palestina em Copenhague, na Dinamarca | Foto: Danish Times
Manifestação pro-Palestina em Copenhague, na Dinamarca | Foto: Danish Times

O governo da Dinamarca se recusou a aceitar palestinos da Faixa de Gaza feridos ou doentes e citou como riscos para a segurança nacional o possível aumento dos pedidos de reunificação familiar.

Manifestação pro-Palestina em Copenhague, na Dinamarca | Foto: Danish Times
Manifestação pro-Palestina em Copenhague, na Dinamarca | Foto: Danish Times

Até a última quarta-feira, 20, quase 900 médicos dinamarqueses assinaram uma petição que exige que o país escandinavo acolhesse pacientes evacuados da Faixa de Gaza. Outra petição parecida foi assinada por 450 enfermeiros da Dinamarca.

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Diversas ONGs, a Sociedade Pediátrica Dinamarquesa e seis ex-ministros das Relações Exteriores, tanto da direita quanto da esquerda, também pediram à Dinamarca que se juntasse à lista de 11 países europeus que aceitaram acolher palestinos – a maioria crianças – gravemente doentes ou feridos durante o conflito provocado pelos ataque terrorista perpetrado pelo Hamas no 7 de outubro de 2023.

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De acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 223 pacientes e 503 acompanhantes foram evacuados de Gaza para a União Europeia (UE) desde o início da guerra.

O governo da Dinamarca não aceitou nenhum palestino.

Governo de esquerda rejeita palestinos de Gaza

A primeira-ministra Mette Frederiksen, do Partido Social-Democrata, lidera um governo de esquerda. E mesmo assim manteve a recusa.

Saiba mais: Netanyahu determina ocupação total de Gaza

Seu governo decretou uma política migratória muito restritiva para fazer frente à chegada cada vez maior de estrangeiros.

Nem o fato de a maioria dos pacientes ser de crianças poderia mudar essa posição.

Isso pois “a questão da reunificação familiar pode surgir muito rapidamente”, disse Frederiksen em entrevista ao jornal dinamarquês Jyllands-Posten.

“O que vou dizer pode soar um pouco duro, mas, quando você olha para o grupo de palestinos que chegou à Dinamarca há muito tempo, é claro que houve uma parte que se integrou e se tornou dinamarquesa. Mas há muitos nesse grupo que tiveram um impacto muito sério em nossa sociedade, e não vamos mudar nossa política de migração”, disse em outra entrevista na TV2.

Maioria dos palestinos acolhidos na Dinamarca foi condenada por crimes

A posição da primeira-ministra é a mesma de seu ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, que lançou um apelou aos seus concidadãos para que “estudem história” para ter uma opinião sobre a questão migratória.

Rasmussen fez referência à decisão do Parlamento dinamarquês de conceder em 1992 autorizações de residência a 321 palestinos apátridas, que não eram elegíveis para o status de refugiados.

Em 2017, o Ministério da Imigração revelou que 204 deles haviam sido posteriormente condenados pelos tribunais dinamarqueses, incluindo 67 a penas de prisão, e que mais da metade vivia de programas de assistência social.

O serviço de inteligência dinamarquês (PET) realizou um relatório que mostra como a admissão de pacientes palestinos constituiria “um risco à segurança” do país.

O governo de Copenhague também argumenta que a ajuda humanitária enviada para Gaza ateria um impacto muito maior do que internar alguns pacientes na Dinamarca, sugerindo que os hospitais dinamarqueses não têm capacidade para tratar pacientes palestinos.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Depois os caras vão esbofetear , pisotear nos nativos.

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