O ativista Ales Bialiatski, um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz de 2022, foi condenado a dez anos de prisão por um tribunal de Belarus. Segundo a ONG Viasna, os ativistas Valentin Stefanovitch e Vladimir Labkovitch, também foram julgados e condenados.
Os três foram detidos após as históricas manifestações contra a polêmica reeleição, em 2020, do presidente Alexander Lukashenko, que está no poder desde 1994.
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Bialiatski, 60 anos, e os outros dois ativistas foram acusados de financiar “atividades que violam gravemente a ordem pública”, segundo a ONG. A líder opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya criticou a condenação. “Devemos fazer todo o possível para lutar contra esta injustiça vergonhosa”, escreveu no Twitter.
Quem é o vencedor do Nobel da Paz
Bialiatski é um dos principais nomes da oposição a Lukashenko. Preso em 2020 pelo regime de Belarus, ele esteve na vanguarda do movimento pró-democracia em Minsk, ainda nos anos 1980, e “dedicou sua vida à promoção da democracia e do desenvolvimento pacífico de seu país natal”.
Ele venceu o Nobel da Paz no ano passado, ao lado da ONG russa Memorial e da organização ucraniana Centro para as Liberdades Civis.
Em 1996, ele fundou a Viasna, que nos anos seguintes se transformou em uma organização dos direitos humanos que documenta o uso de tortura contra prisioneiros políticos.
Após o anúncio, os organizadores do Nobel pediram que as autoridades do país soltem o ativista. Na época, um dos líderes da oposição no país, Pavel Latushko, disse que o Nobel reconheceu “todos os presos políticos em Belarus”. “O prêmio não é apenas para ele, mas para todos os prisioneiros políticos que temos atualmente em Belarus”, declarou à agência de notícias France-Presse.
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