A eleição de José Antonio Kast no Chile altera o equilíbrio político da América do Sul e iguala, a partir de 2026, o número de governos alinhados à direita e à esquerda no continente. O presidente eleito assume em 11 de março e encerra o mandato de Gabriel Boric, de esquerda.
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Com a posse de Kast, a região passará a ter seis países governados por líderes de direita ou centro-direita e outros seis sob administrações de esquerda ou centro-esquerda. O resultado deste domingo, 14, reduz a vantagem que a esquerda mantinha no mapa político sul-americano até o início do último trimestre deste ano.
A mudança no Chile se soma a outros eventos recentes. No Peru, José Jerí assumiu a Presidência com um discurso mais rígido contra o crime, depois da saída de Dina Boluarte. Na Bolívia, a vitória de Rodrigo Paz encerrou quase duas décadas de hegemonia do Movimento ao Socialismo, ligado a Evo Morales.
Segurança e imigração dominaram o debate no Chile
Kast, de 59 anos, venceu sua terceira tentativa presidencial com uma campanha focada em ordem pública e controle da imigração irregular. O pleito também marcou o retorno do voto obrigatório no país.
Com o novo governo, o Chile se aproxima ideologicamente de países como Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Bolívia, hoje sob gestões de direita ou centro-direita. Do outro lado, Brasil, Colômbia, Guiana, Venezuela, Uruguai e Suriname permanecem no campo da esquerda.
Javier Milei, o conservador da direita argentina, comentou a vitória de Kast e o mapa político da região. “A esquerda retrocede. A liberdade avança”, escreveu em um post no X.
O cenário atual contrasta com ciclos anteriores. Em meados da década passada, a esquerda governava a maioria dos países da região. Já nos últimos anos, a alternância de poder se intensificou, sobretudo em nações como Argentina e Peru, marcadas por frequentes trocas de comando.
Mesmo com essas mudanças, alguns países mantiveram maior estabilidade ideológica. O Paraguai seguiu sob governos de direita na última década. A Venezuela continua governada pelo ditador Nicolás Maduro desde 2013, enquanto o Suriname apresentou apenas variações internas dentro do mesmo campo político.
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Que o Brasil SEJA O PRÓXIMO ANO QUE VEM!!!!!!….
A eleição de governos de direita vem se espraiando mundo afora. A tendência no Brasil não é diferente. Mas resta saber se teremos eleição/apuração limpas ou se teremos a interferência daqueles a quem “missão dada é missão cumprida”.