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Em estatuto original, Hamas manifesta antissemitismo

Analista político afirma que é estranho o fato de partidos de esquerda desconsiderarem o ódio racial e se negarem a

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Obsessão do Hamas é a guerra contra Israel | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A insistência do Partido dos Trabalhadores (PT) em não definir o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) como terrorista contraria o próprio conceito daquele grupo. Em seu estatuto original, o Hamas admite a necessidade da guerra santa (jihad) e dá declarações antissemitas. Seu objetivo é impor o islamismo em toda a região de Israel e arredores.

“Não há solução para a questão palestina, exceto por meio da jihad“, diz o estatuto do grupo, criado em 1988. “Iniciativas, propostas e conferências internacionais são todas perdas de tempo e esforços vãos.”

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Em 2017, o Hamas publicou um novo texto, com linguagem mais amena. Algo que, segundo a Inteligência de Israel e de países do Ocidente, foi uma forma de propaganda e não interferiu na essência do grupo.

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A formação de um Estado Palestino nem resvala nas intenções da organização radical em seu estatuto original. Em 7 de outubro, terroristas do Hamas invadiram o território israelense e assassinaram milhares de civis.

Quem lê as leis iniciais que regem a conduta de seus combatentes logo percebe que a obsessão do Hamas é destruir o Estado de Israel. Mais do que isso, maculado pelo preconceito racial, o grupo prega claramente o antissemitismo.

“Nossa luta contra os judeus é muito grande e muito séria”, diz um trecho do preâmbulo. “Ela precisa de todos os esforços sinceros.”

O artigo 13, por sua vez, desfaz qualquer argumento daqueles que imaginam que um diálogo poderia trazer algum acordo.

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“As iniciativas e as chamadas soluções pacíficas e conferências internacionais estão em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica”, diz o estatuto.

Apoio ao Hamas é um aval ao discurso de ódio

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Hamas organizou ataque terrorista em Israel | Foto: Reprodução/YouTube/The Economist

Na opinião do analista político do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, José Carlos Sepúlveda da Fonseca, a autodefinição do Hamas em relação às suas atividades segue o que a Organização das Nações Unidas (ONU) define como terrorismo.

“A ONU costuma considerar terrorismo toda e qualquer ação violenta ou armada que vise a intimidar, causar sérios danos materiais e corporais, sequestrar e causar a morte de civis, com a finalidade de amedrontar e subjugar populações, constranger autoridades a tomar ou se abster de determinadas atitudes”, disse o especialista.

Ao se ler o estatuto do Hamas, conforme destaca Sepúlveda, se compreende que esta organização terrorista rejeita todos os acordos, iniciativas e projetos que visam a minar a sua própria “causa palestina”.

“O Hamas rejeita a tão propalada fórmula dos dois Estados, que os políticos, partidos e agremiações de esquerda, no Brasil, dizem defender ao apoiar o Hamas”, observa Sepúlveda. “Os atos terroristas deste 7 de outubro, complemento de tantos outros de igual natureza ao longo dos anos, confrontam as Convenções de Genebra e seus Protocolos Adicionais.”

O especialista lembra que, em seu artigo 3º, comum a todas as versões da Convenção de Genebra, são vedados assassinatos; mutilações; torturas, tratamentos cruéis, humilhantes e degradantes; tomada de reféns e julgamentos parciais. “Parece evidente que, ao consagrar como legítimos tais práticas sanguinárias, o Hamas fere de morte qualquer convenção dos direitos humanos”, afirmou.

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Nesse caso, mesmo sem manifestar apoio ao Hamas, o fato de vinculá-lo à causa palestina e se negar a defini-lo como terrorista significa uma forma de apoio aos terroristas. É a avaliação de Sepúlveda.

“Qualquer cidadão de origem judaica é alvo ‘legítimo’ do Hamas, o que constitui uma luta de conotação racial”, observou o especialista. “É, pois, muito estranho ver partidos e agremiações políticas, bem como indivíduos de destaque, no Brasil, defenderem e apoiarem este ódio racial contra judeus, bem como as práticas sanguinárias contra os mesmos.”

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