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Em reunião com Maduro, Putin diz que Venezuela é um 'sócio confiável'

O ditador venezuelano se encontrou com o presidente da Rússia às vésperas da reunião do Brics

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Nicolás Maduro viajou pela primeira desde os resultados da eleição na Venezuela | Foto: Reprodução/Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em uma reunião com o ditador Nicolás Maduro que a Venezuela é “um sócio confiável”. Os dois se encontraram às vésperas da reunião do Brics. Os encontros começaram nesta terça-feira, 22, e vão até quinta-feira 24.

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“A Venezuela é um velho e confiável sócio da Rússia na América Latina”, disse Putin a Maduro. “No mundo, em geral, e a cooperação mutuamente benéfica está se desenvolvendo em todas as áreas.”

O líder russo classificou os projetos em andamento entre Caracas e Moscou como “muito bom”.

A aparição do venezuelano em Kazan, na Rússia, surpreendeu os membros do governo brasileiro. Segundo o jornal O Globo, fontes afirmaram que até poucos dias, o ditador venezuelano não tinha interesse em aparecer no encontro do Brics.

A decisão repentina em cruzar o mundo pode estar ligada a uma estratégia do chavista em facilitar a entrada da Venezuela no bloco.

Leia mais: “Israel acusa 6 jornalistas da rede Al Jazeera de ligação com o Hamas”

Maduro viajou ao exterior pela primeira vez desde as eleições da Venezuela, realizadas no dia 28 de julho de 2024. Grande parte da comunidade internacional contestou os resultados do pleito, que apontaram a “vitória” do ditador.

Maduro chega a Kazan com sua mulher
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a Kazan, Rússia, com sua mulher, Cilia Flores – 22.10.2024 | Foto: Alexander Vilf/via Reuters

“Estamos progredindo em muitas questões”, afirmou o chavista. “A Venezuela conseguiu recuperar a sua economia com os seus próprios esforços. Toda a nossa delegação está preparada para avançar nas questões de cooperação bilateral.”

“Reeleição” de Maduro faz Brasil resistir à entrada da Venezuela no Brics

Apesar da vontade de Nicolás Maduro em colocar a Venezuela no Brics, o Brasil seria a principal resistência do movimento. Mesmo com a relação próxima entre o ditador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o suposto protesto brasileiro seria aos resultados eleitorais em julho.

A presença da Venezuela em Kazan vai muito além de Maduro. O governo chavista enviou a vice-presidente e ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, para oferecer opções de investimento no setor petrolífero aos países do bloco.

Apesar de Maduro ter vez no evento, a Venezuela ficou de fora de países que terão analisadas a adesão ao Brics.

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