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Encontro entre Trump e Putin acaba sem acordo de cessar-fogo

Ao lado do líder russo, o presidente dos EUA afirma que reunião foi produtiva e que há chance de acordo para dar fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia

Donald Trump posa ao lado de Vladimir Putin | Foto: White House/Divulgação
Donald Trump posa ao lado de Vladimir Putin | Foto: White House/Divulgação

Em um encontro no Alasca nesta sexta-feira, 15, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiram possíveis avanços diplomáticos para encerrar o conflito na Ucrânia. Depois da reunião, ambos destacaram a importância do diálogo e evidenciaram a intenção de prosseguir com novas conversas. Entretanto, não houve anúncio de cessar-fogo para o conflito no leste europeu.

O painel por trás dos líderes de duas das maiores potências do mundo dava sinal de boa notícia. Diante do sloganPursuing Peace” (“Em Busca da Paz”), Trump e Putin protagonizaram um momento histórico de aproximação, em uma época marcada por desavenças.

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Depois de mais de duas horas de conversas, cercadas de expectativas, os líderes anunciaram, em coletiva, que as negociações para um cessar-fogo na guerra da Ucrânia efetivamente começaram, embora ainda sem um acordo definitivo.

O objetivo é encerrar o conflito que já se estende desde fevereiro de 2022, numa continuidade do de 2014, quando a Rússia invadiu a Crimeia e se apoderou desta região que antes pertencia à Ucrânia.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Encontro entre os dois, que durou mais de três horas, terminou sem novidades a respeito do conflito no leste europeu — Alasca (EUA), 15/8/2025 | Foto: Reprodução/X/White House

Putin foi recebido em um tapete vermelho, o que sugeria a intenção norte-americana de estabelecer um clima de reconhecimento e paz. Esta demanda sempre alimentou o ressentimento do presidente russo.

A simples partilha da Ucrânia, sem a participação de líderes ucranianos, foi descartada, pelo menos formalmente, pelos EUA. A ideia, pelo que se conclui, é que este foi um primeiro, e importante, movimento de aproximação costurado para levar a um cessar-fogo efetivo e monitorado.

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Nas discussões, as autoridades norte-americanas ofereceram mais incentivos a Putin para ele se engajar nas negociações, como parcerias comerciais e oportunidades de negócios que a Rússia tem interesse. Justamente por isso, representantes comerciais vieram para o encontro. Trump disse que não descarta essa ajuda, mas que seria necessário um caminho concreto para a paz.

Entre as propostas para convencer o líder russo, estavam o alívio de sanções, a facilitação de energia, de acesso mais facilitado a bens de mercado, retomada de acordos nucleares, e controle da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

“Tivemos uma reunião extremamente produtiva e muitos pontos foram acordados”, disse Trump. “Não chegamos lá ainda, mas temos uma boa chance. Vamos tentar encerrar isso. Hoje demos um grande passo, e o presidente Putin quer ver isso acontecer tanto quanto eu.”

O presidente norte-americano também ressaltou o potencial de cooperação entre os dois países. “Temos representantes de negócios russos aqui e todos querem fazer acordos”, afirmou. “Os Estados Unidos se tornaram o país mais procurado do mundo em pouco tempo e vejo oportunidades enormes, desde comércio até exploração espacial. Queremos voltar a cooperar.”

Putin, por sua vez, declarou: “Tivemos negociações muito construtivas, em um clima de respeito mútuo”, afirmou. “Concordamos que a segurança da Ucrânia também deve ser garantida e estamos prontos para trabalhar nisso. Espero que o acordo que alcançamos ajude a aproximar esse objetivo e abra o caminho para a paz. Para nós, a Ucrânia é uma nação irmã e o que está acontecendo é uma tragédia.”

O presidente russo também evocou a história para reforçar sua mensagem. “Durante a 2ª Guerra Mundial, nossos pilotos e os norte-americanos arriscaram suas vidas para garantir a vitória comum”, recordou Putin. “É um exemplo que devemos lembrar para reconstruir relações mutuamente benéficas e iguais, mesmo nas condições mais difíceis.”

O aguardado encontro entre Putin e Trump

Os dois chefes de Estado entraram sorridentes na sala de reuniões na Joint Base Elmendorf-Richardson. Depois de desembarcarem de seus respectivos aviões presidenciais, ambos caminharam pelo tapete vermelho, posaram para fotos e, em seguida, entraram no veículo blindado conhecido como “The Beast” para se dirigir ao local da reunião.

No caminho, Putin ouviu uma saraivada de perguntas, feitas aos gritos para ele. Quando perguntado por um dos repórteres sobre “o momento em que iria parar de matar civis na guerra”, Putin colocou em concha a mão ao lado do ouvido, como se quisesse mostrar que não ouviu a indagação.

O encontro foi ampliado para incluir assessores de ambos os lados. Pelo lado dos EUA, participaram o Secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial Steve Witkoff. Pelo lado russo, estavam o Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, e o conselheiro de política externa Yuri Ushakov.

A reunião começou por volta das 11h32, horário local (ADT), e foi marcada por um forte simbolismo diplomático, que incluiu um sobrevoo de caças F-22 e um bombardeiro furtivo B-2 da Força Aérea dos EUA.

Como justificativa para a presença de outras pessoas além dos presidentes, fontes próximas ressaltaram à CNN que, nas últimas vezes, ficou difícil saber o que foi discutido de forma bilateral. Portanto, para dar maior clareza e entendimento do que foi falado, o encontro teve a participação dos assessores.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Uma crítica sincera à Rússia. Hoje, já há mais de um século depois daqueles tempos em que a família inteira do kzar foi assinada, quando o trio Lenin, Trotsky e Stalin se aproveitaram do caos geral e se proclamaram os líderes da nova URSS, por que Putin não melhora a administração, talvez seguindo os passos de Gorbachev, abrindo o mercado russo ao livre empreendedorismo. Já é mais que sabido que a liberdade individual produz as melhores e mais geniais mercadorias.
    Enfim, é um pensamento que acredito estar em melhor publicação do que mim diário pessoal.

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