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EUA enviam caças a Porto Rico

Governo norte-americano já mandou sete navios de guerra, um submarino nuclear e aviões à costa venezuelana

Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr
Para alcançar o acordo, o republicano conseguiu convencer o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a se abrir à possibilidade de paz | Foto: Gage Skidmore/Flickr

O envio de dez caças F-35 pelos Estados Unidos para uma base aérea em Porto Rico amplia o clima de tensão no Caribe, conforme apurado pela agência de notícias Reuters, nesta sexta-feira, 5.

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As aeronaves reforçam o objetivo de intensificar operações contra o narcotráfico na região. O governo norte-americano já enviou sete navios de guerra, um submarino nuclear de ataque rápido e aviões à costa venezuelana.

Não há confirmação se a decisão dos EUA ocorreu depois de o governo de Donald Trump afirmar, na quinta-feira 4, que dois aviões venezuelanos teriam sobrevoado próximo a um navio militar norte-americano em águas internacionais. O episódio foi classificado por Washington como “altamente provocativo”.

“O cartel que controla a Venezuela é fortemente aconselhado a não prosseguir com qualquer esforço adicional para obstruir, dissuadir ou interferir nas operações de combate ao tráfico de drogas realizadas pelos militares dos EUA”, declarou a Casa Branca em nota, segundo a Reuters.

Escalada das tensões entre Estados Unidos e Venezuela

As relações entre EUA e Venezuela têm se agravado. Na terça-feira 2, militares norte-americanos atingiram um barco venezuelano ao alegar que a embarcação transportava drogas e era operada por integrantes de um grupo criminoso. 

Caracas não reconheceu nem o afundamento do navio nem a morte dos tripulantes. Além disso, acusou Washington de produzir imagens do ataque com uso de inteligência artificial. Nos últimos meses, os EUA aumentaram a pressão sobre a ditadura de Nicolás Maduro. Coordenou, ainda, deportações de venezuelanos com autoridades chavistas.

A administração norte-americana classificou no começo do ano a gangue Tren de Aragua e cartéis venezuelanos, como o Cartel de los Soles, como organizações terroristas. Também apontou Maduro e integrantes do alto escalão como líderes das facções.

Com essa justificativa, Washington intensificou operações militares na área. Maduro, por sua vez, aumentou o tom contra os EUA. O ditador afirmou que a presença de oito navios de guerra e um submarino nuclear no Caribe representa “a maior ameaça que a região já enfrentou em cem anos”.

Reações internacionais

O chavismo acusa os EUA de criar uma narrativa para justificar uma possível troca de regime na Venezuela. Países como Argentina e República Dominicana também classificaram o Cartel de los Soles como grupo terrorista.

Leia mais: “A farsa da Venezuela”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 228 da Revista Oeste

Em discurso televisivo na terça-feira 2, Maduro reforçou que, segundo ele, “os EUA estão vindo atrás do petróleo venezuelano. Ainda minimizou as acusações de Trump e responsabilizou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por incentivar as ações norte-americanas.

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