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EUA e 14 países defendem estabilidade democrática na Bolívia

Bloqueios sindicais geram desabastecimento de alimentos há sete semanas

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, discursa para a população depois de tomar posse no cargo - 08/11/2024 | Foto: Reprodução/Instagram

O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou os protestos contra o governo na Bolívia como uma séria ameaça à ordem constitucional do país. O parecer oficial constatou o risco iminente para a estabilidade democrática da nação sul-americana.

O posicionamento internacional constou em um comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira, 23. Outras 14 nações assinaram o documento em defesa da estabilidade democrática boliviana, incluindo Argentina, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru.

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Crise de abastecimento na Bolívia e bloqueios em estradas afetam a estabilidade democrática

O atual presidente da Bolívia, o conservador Rodrigo Paz, venceu a eleição em outubro de 2025. Desde o início do mandato, Paz enfrenta manifestações violentas que geram grave desabastecimento de produtos básicos.

Rodrigo Paz, presidente da Bolívia
Rodrigo Paz é eleito presidente da Bolívia depois de 20 anos de esquerda no poder | Foto: Divulgação/Redes sociais/X/@Rodrigo_PazP

O governo declarou estado de emergência em consequência de 50 dias de bloqueios em rodovias. As ações partiram de sindicatos de trabalhadores e agricultores, paralisando o fluxo de mantimentos em centros urbanos.

Leia também: “Bolívia libera rodovias e reduz bloqueios pelo país

Seis pontos de obstrução persistem na região do Chapare, complicando a distribuição interna e prejudicando a estabilidade democrática. A nota destaca que uma minoria violenta busca ignorar a vontade expressa pela maioria dos bolivianos nas urnas.

O comunicado afirma que esses grupos rejeitam o diálogo com o governo do país. Os bloqueios privam o povo do acesso a cuidados médicos, combustíveis e alimentos essenciais há sete semanas.

Os signatários declararam apoio integral ao Executivo boliviano eleito por voto popular. O grupo de nações pediu que os manifestantes priorizem a negociação pacífica dentro da estrutura constitucional vigente.

A defesa das liberdades públicas exige o compromisso conjunto de todos os vizinhos do hemisfério. Os países concluíram que a cooperação mútua entre os governos constitui a ferramenta fundamental para manter a estabilidade democrática na região.

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