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EUA impõem mais sanções a integrantes do governo da Nicarágua

Washington anunciou restrições de visto contra mais de 100 autoridades nicaraguenses depois da morte do líder indígena Brooklyn Rivera

EUA impõem novas sanções a integrantes do governo da Nicarágua 2
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou diretamente o governo do ditador Daniel Ortega pela morte de opositor Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 8, novas restrições de visto contra mais de cem integrantes do governo da Nicarágua e familiares ligados ao regime do ditador Daniel Ortega e de sua mulher, Rosario Murillo. A medida ocorre depois da morte do líder indígena e ex-deputado Brooklyn Rivera, que morreu sob custódia do Estado nicaraguense em maio deste ano.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsabilizou diretamente o governo da Nicarágua pela morte do opositor.

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“O governo Trump não ignorará a responsabilidade da ditadura Ortega-Murillo pela horrível morte do prisioneiro político Brooklyn Rivera”, afirmou Rubio, em publicação nas redes sociais.

O secretário também declarou que Washington continuará pressionando o regime nicaraguense.

EUA exigem a libertação de todos os presos políticos

Segundo o Departamento de Estado, mais de 2,3 mil autoridades nicaraguenses e parentes já foram alvo de restrições de visto impostas pelos EUA desde o início das sanções contra o regime de Ortega.

O Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA afirmou em comunicado publicado nas redes sociais que a decisão reafirma o compromisso com a justiça e a responsabilização da ditadura.

“O regime Ortega-Murillo continua atacando opositores, líderes indígenas e defensores da democracia”, declarou o órgão. “Os Estados Unidos demandam a libertação imediata de todos os prisioneiros políticos.”

Morte de Rivera

Brooklyn Rivera tinha 73 anos e estava preso desde 2023. De acordo com o Ministério da Saúde da Nicarágua, ele morreu devido a uma bactéria causada pela covid-19.

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Brooklyn era líder do partido indígena Yatama, que defende os direitos das comunidades nativas da Nicarágua | Foto: Reprodução/ X/ @WGEID

Organizações de direitos humanos acusam o governo da Nicarágua de manter o opositor em prisão arbitrária e sem acesso adequado a tratamento médico. A Organização das Nações Unidas pediu investigação independente sobre a morte do líder indígena.

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