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EUA não colocam o Pix como alvo de sanções relativas ao PCC e ao CV

O foco são pessoas e entidades que prestem apoio material aos grupos agora considerados terroristas pelo governo norte-americano

Donald Trump ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida - 11/4/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Donald Trump ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida - 11/4/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O Pix não é o alvo inicial da implementação das sanções relativas à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A afirmação é da porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, em entrevista ao Poder360, divulgada nesta terça-feira, 2.

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Segundo ela, o foco são pessoas e entidades que prestem apoio material aos grupos e ressaltou a importância da intencionalidade para possível responsabilização. “As designações agora vão entrar na fase de implementação”, afirmou Amanda. “Impossível imaginar ou saber o que poderia acontecer com casos individuais, mas sabemos que o setor financeiro brasileiro é, de modo geral, bem sofisticado e compreende suas responsabilidades para cumprir com a legislação norte-americana.”

Também foi afastada por ela a possibilidade de intervenção militar. A classificação, ressaltou não concede ao governo norte-americano esse tipo de poder. “A lei norte-americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar”, declarou a porta-voz. “É o departamento de guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos.”

Na entrevista, entre outras afirmações, ela afirmou que Brasil e EUA precisam atuar em conjunto. “A nossa relação econômica também é muito ampla”, comentou a porta-voz. “Nós já temos uma história de mais de 200 anos trabalhando juntos. Estamos constantemente nos engajando em muitos temas diferentes, comércio, tecnologia. Essa colaboração também vai continuar. Os EUA e o Brasil são duas economias fortes, países grandes. Precisamos trabalhar juntos.”

EUA classificam CV e PCC como terroristas

A atuação do PCC e do CV foi detectada e registrada em u a cada quatro Estados norte-americanos, disse a funcionária. As duas facções estão entre as 17 organizações do hemisfério ocidental classificadas pelos EUA como organizações terroristas estrangeiras.
Ela negou que o senador Flávio Bolsonaro tenha tido influência na decisão do governo do presidente Donald Trump. Flávio e Trump se encontraram em 26 de maio, na Casa Branca.

Leia também: “O duro recado de Washington ao Brasil”, reportagem de Ana Paula Henkel publicada na Edição 324 da Revista Oeste

O senador brasileiro também se reuniu com o secretário de Estado Marco Rubio durante a mesma viagem. Dois dias depois, foi anunciada a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Amanda disse que Trump toma suas decisões de forma “independente”. Em relação às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão, ela disse que “cada líder pode ter a sua opinião.”

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