O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou, em comunicado publicado no X neste sábado, 18, que forças norte-americanas iniciaram, às 19h (horário de Brasília), mais uma série de ataques aéreos contra o Irã. Conforme o órgão, a ação militar “por determinação do comandante em chefe”, em referência ao presidente dos EUA, Donald Trump.
De acordo com o Centcom, os bombardeios têm o objetivo de degradar ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz. O comando também afirmou que os ataques visam a punir rapidamente forças da Guarda Revolucionária do Irã que, segundo o texto, lançaram ataques contra militares norte-americanos na Jordânia na noite anterior.
Receba nossas atualizações
O ataque ocorre depois de dois militares dos EUA morrerem e um ser registrado como desaparecido em meio aos ataques iranianos contra uma base na Jordânia neste sábado.
Mídia do Irã confirma ataque dos EUA
A província iraniana de Hormozgan confirmou que um local nas proximidades da Ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, foi alvo de um ataque militar dos EUA na noite deste sábado, segundo informação divulgada pela agência estatal Irna.
+ Entenda a geopolítica mundial no guia de Oeste
De acordo com a Irna, o comunicado atribuído ao governo provincial afirma que, até o momento, não há confirmação de qualquer impacto na cidade portuária de Bandar Abbas.
Embaixador iraniano acusa Trump
Antes dos novos ataques desta noite, o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou, em publicação na rede social X, que Trump “já destruiu duas conquistas importantes” da diplomacia contemporânea, apesar de “continuar falando sobre paz”. Segundo ele, o republicano teria rompido o acordo nuclear com o Irã “apenas 473 dias” depois de assumir o cargo de presidente dos EUA pela primeira vez, em 2018.
Na mesma mensagem, Moghadam disse que, por “interpretação arbitrária” e “má vontade”, Trump também teria “destruído” o memorando de entendimento de Islamabad, firmado em junho, em menos de 20 dias depois da assinatura. Para o embaixador iraniano, o fato de os EUA não terem aguardado “nem 60 dias” para violar o documento indicaria falta de “determinação, vontade e intenção” para que qualquer acordo tenha sucesso.
“O ponto é: não há intenção de paz ou do chamado acordo; a intenção básica é desestabilizar”, escreveu o diplomata na rede social. O Paquistão atuou como mediador do cessar-fogo firmado entre EUA e Irã.
Emirados pedem fim imediato da escalada da guerra
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que acompanham com “profunda preocupação” os acontecimentos na região. O governo do país pediu a interrupção “imediata” da escalada e de ações hostis, com “máximo exercício de contenção”, para evitar novos níveis de violência.
Em comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o governo emiradense destacou a necessidade de retomar imediatamente as negociações e de garantir a continuidade e a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
A nota afirma também que ataques a infraestruturas e instalações civis constituem “grave violação do direito internacional” e “não podem ser justificados em nenhuma circunstância”.
Leia também: “A linguagem que os tiranos entendem”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 312 da Revista Oeste
Revista Oeste, com informações da Agência Estado
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.