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Ex-craque Zé Roberto é 'embaixador' da Champions League no Brasil

Em entrevista a Oeste, ele, que já atuou em duas Copas do Mundo, falou sobre o crescimento da competição europeia no país

Zé Roberto ex-jogador Champions League
Zé Roberto disputou várias edições da Champions League | Foto: Reprodução/Facebook

A cada ano, a Champions League tem se firmado como o campeonato de clubes mais atraente do planeta. O Brasil, conhecido em outros tempos como País do Futebol, é um importante mercado para a UEFA, realizadora do torneio, expandir a marca.

No último dia 7, a taça da UEFA Champions League foi exposta no Iguatemi Esplanada em Sorocaba (SP), dentro da estrutura da Champions League Experience Brasil.

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O local simboliza o crescimento da Champions no Brasil. Licenciado oficialmente pela UEFA, tem atrações tecnológicas e interativas relacionadas à disputa de clubes mais famosa do futebol europeu.

O ex-jogador Zé Roberto (José Roberto da Silva Júnior), 51 anos, que já defendeu a seleção brasileira em duas Copas do Mundo (1998 e 2006), participou do evento no domingo como uma espécie de embaixador da Champions. Ele posou para foto com os fãs, tendo sido um dos brasileiros que disputaram competição.

O ex-jogador já participou da UEFA Champions League em várias temporadas, com as camisas do Real Madrid, Bayer Leverkusen e Bayern de Munique. Desde que ele deixou a Europa em 2011, para voltar a atuar definitivamente no Brasil, em 2012, a Champions cresceu ainda mais.

A atual receita de 6,777 bilhões de euros, na temporada 2023/2024, da UEFA, é praticamente toda relacionada à competição. No Brasil, pesquisa do Flashscore mostra que 82,3% dos brasileiros assistem à UEFA Champions League.

A final de 2025 deu ao SBT a significativa audiência de 10,5 pontos. A Oeste, Zé Roberto concedeu entrevista na qual falou sobre o alcance da competição e o impacto positivo que ela pode causar no futebol brasileiro. Confira.

Em que aspectos a Champions mais evoluiu nos últimos anos?

A Champions se tornou um espetáculo global. A evolução está em vários aspectos: a organização, a tecnologia envolvida, a forma como os clubes se estruturaram e também a intensidade do jogo. Hoje vemos atletas extremamente preparados física e mentalmente, e isso faz a competição atingir um nível de excelência que talvez nenhuma outra tenha.

Qual o significado do fato de haver uma Champions League Experience no Brasil e o projeto de que outras sejam inauguradas?

Para mim, é um presente para o torcedor brasileiro. A Champions desperta paixão mesmo estando a um oceano de distância, então trazer essa experiência para o Brasil aproxima o fã do que há de mais grandioso no futebol mundial. É uma forma de inspirar novas gerações e mostrar a grandeza do torneio.

Como jogador, o que você mais aprendeu com a experiência de disputar a Champions? Conte um episódio que para você foi marcante.

Aprendi que cada detalhe faz diferença. A Champions exige foco, disciplina e mentalidade vencedora em todos os momentos. Um episódio marcante negativamente para mim foi a final do Bayer Leverkusen contra o Real Madrid, na temporada de 2001/02, pois estava em grande fase na carreira e era titular daquele time, acabei suspenso por conta do terceiro cartão amarelo recebido na segunda partida da semifinal, contra o Manchester United e tive que assistir ao jogo nas tribunas do Hampden Park, em Glasgow, na Escócia.

Quais são suas atividades hoje, depois de alguns anos de encerramento da carreira?

Hoje atuo como palestrante, empresário e mentor. Tenho projetos como o ZR11 Experience, onde levo minha vivência de alta performance para empresas e pessoas. Também participo de eventos esportivos, experiências imersivas e continuo muito próximo do futebol.

O que o levou a se preocupar em manter a forma física depois de encerrar a carreira de jogador e como você tem feito isso?

Acredito que corpo e mente estão totalmente conectados. Sempre enxerguei a saúde como prioridade e, mesmo depois de parar, não abri mão de cuidar da minha saúde, o físico è consequência. Minha rotina inclui musculação, treinos funcionais, alimentação equilibrada e descanso. Continuo na linha dos bons hábito que virou estilo de vida que virou excelência.

De que maneira você acredita que a Champions contribuiu para aumentar a distância entre o futebol europeu e o brasileiro nos últimos anos?

Leia mais: “Ancelotti afasta a Seleção Brasileira da dependência de Neymar”

A Champions foi responsável por elevar muito o nível de competitividade. Os clubes europeus investiram pesado em estrutura, tecnologia e metodologia de trabalho. Isso fez com que a distância em relação ao futebol brasileiro aumentasse, porque enquanto lá fora tudo evoluiu rapidamente, aqui ainda temos alguns gargalos em gestão, calendário e investimento.

Até que ponto a participação dos clubes brasileiros no último Mundial de Clubes da Fifa mostrou que esta defasagem já diminuiu?

Os clubes brasileiros têm mostrado força, principalmente em confrontos diretos. Mas ainda existe uma diferença quando analisamos o todo: regularidade, intensidade e preparo físico. O Mundial mostra que temos qualidade individual, mas a constância do futebol europeu ainda pesa.

Como a experiência do técnico Carlo Ancelotti na Champions pode contribuir com o trabalho dele na seleção brasileira?

O Ancelotti tem um conhecimento profundo da Champions, que é o torneio mais exigente do futebol de clubes. Ele sabe lidar com pressão, com grandes estrelas e com situações decisivas. Esse repertório será fundamental para conduzir a Seleção em momentos de Copa América e Copa do Mundo.

Quais são as suas expectativas em relação ao trabalho de Ancelotti?

Minhas expectativas são as melhores. Ele é um técnico vencedor, que entende de gestão de grupo e sabe montar equipes competitivas. Acredito que pode resgatar a confiança e a consistência da Seleção Brasileira, trazendo equilíbrio entre a nossa criatividade e a disciplina tática que é marca do futebol europeu.

De que maneira, agora, a Champions pode ajudar o futebol brasileiro a fazer o caminho de volta, ou seja, voltar a ter campeonatos e a seleção em níveis altíssimos de competitividade, como era no passado?

A Champions serve como espelho. O Brasil precisa olhar para o que acontece lá, adaptar o que faz sentido e investir em gestão, formação de atletas e estrutura. Se conseguirmos trazer essa mentalidade vencedora para o nosso futebol, temos talento de sobra para voltar a ser referência mundial.

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