Um ex-financista de Wall Street que já trabalhou para o bilionário George Soros foi acusado de manter por anos um “calabouço sexual” em um apartamento de luxo em Midtown, Nova York (EUA). Segundo promotores federais, Howard Rubin, de 70 anos, atraía ex-modelos da Playboy e outras mulheres para o local, onde as submetia a sessões de tortura.
Rubin foi preso nesta sexta-feira, 26, em sua casa, em Fairfield, Connecticut. As acusações são de tráfico de ao menos dez mulheres entre 2009 e 2019. Segundo a Procuradoria do Distrito Leste de Nova York, Rubin levava as vítimas para hotéis de luxo e para a cobertura alugada próxima ao Central Park, onde as agredia fisicamente e aplicava choques elétricos.
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Conhecido como “Howie” ou “H”, Rubin acumulou dezenas de milhões de dólares ao longo da carreira no mercado financeiro. Segundo a acusação, ele trocava mensagens com sua assistente Jennifer Powers, também denunciada por tráfico sexual, nas quais descrevia os episódios de violência.
“Os réus usaram a riqueza de Rubin para enganar e recrutar mulheres para se envolverem em atos sexuais comerciais, onde Rubin então torturou mulheres além do consentimento delas, causando dor física e/ou psicológica duradoura e, em alguns casos, lesões físicas”, afirmou o procurador Joseph Nocella, em nota.
Howard Rubin tinha quarto à prova de som
De acordo com os promotores, um dos quartos da cobertura de Rubin tinha as paredes vermelhas e isolamento acústico. O espaço tinha cama com amarras, cruz e um aparelho usado para eletrocutar mulheres.
Em mensagens, Rubin relatou que utilizava o dispositivo, mas reclamava que estava “perdendo força”. Em uma troca de mensagens citada no processo, Rubin afirmou que havia amarrado uma mulher na cruz. Powers, então, respondeu: “Só posso imaginar o que você fez com ela naquela cruz!!! Você deu choque na vagina dela??”. Segundo os promotores, Rubin confirmou, mas reclamou que o aparelho estava enfraquecendo.
Em outra situação, Rubin disse, antes de um encontro com duas mulheres, que queria “abusar” de uma delas por horas. “Não me importo se ela gritar”, escreveu, acompanhado de um emoji de rosto rindo.
Em um desses episódios, ele foi tão violento que uma das vítimas teve um implante de seio deslocado. Quando ela reclamou, Rubin enviou dezenas de milhares de dólares para custear a cirurgia corretiva.
Ele também teria tentado convencer outra vítima de que o estupro era “natural” e fez referência a filmes da Disney, como A Bela e a Fera.
Esquema envolvia contratos de sigilo e pagamentos digitais
Os promotores afirmam que Rubin mantinha contratos de confidencialidade em um cofre e obrigava as vítimas a assinar os documentos. Powers, sua assistente, recrutava mulheres por meio das redes sociais e organizava viagens para Nova York.
Grande parte das vítimas eram ex-modelos da Playboy. Depois dos encontros, Rubin ou Powers faziam pagamentos por transferências bancárias ou aplicativos como PayPal e Venmo, fracionando os valores para não ultrapassar US$ 10 mil por vez. O gasto total no esquema teria alcançado US$ 1 milhão.
As primeiras acusações contra Rubin surgiram em processos civis há quase dez anos. Em 2017, várias mulheres o processaram por agressões sexuais violentas. Já em 2022, um júri decidiu contra o ex-financista e determinou o pagamento de US$ 4,47 milhões a sete vítimas. Em fevereiro deste ano, a Justiça ainda o obrigou a arcar com US$ 4,8 milhões em honorários advocatícios.
Atualmente, ele e Powers respondem por tráfico sexual e transporte de mulheres entre estados para fins sexuais. Além disso, Rubin enfrenta acusação de fraude bancária ligada ao financiamento de um imóvel de Powers no Texas.
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Soros é demoníaco , extrema esquerda .
Ué ? O Soros não é um conhecidíssimo esquerdista ?
Não me surpreende nada…
Quem anda com a corja vira corja.