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Expira acordo que impunha limites nucleares a Rússia e EUA

Fim do Novo Start abre caminho para aumento de ogivas e acirramento estratégico global

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived
Sem um arcabouço institucional que assegure previsibilidade entre os arsenais, especialistas alertam para o aumento das incertezas | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived

O acordo que limitava os arsenais nucleares de Rússia e Estados Unidos perdeu a validade nesta quinta-feira, 5. Com o fim do tratado Novo Start, ambos os países deixaram de estar sujeitos a qualquer restrição sobre a quantidade de ogivas, mísseis e lançadores estratégicos.

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Firmado ainda no contexto da Guerra Fria, o acordo determinava o teto de 1.550 ogivas e restringia a quantidade de mísseis e lançadores que cada lado podia manter. Com o fim do tratado, cresce o risco de uma nova corrida armamentista, agora agravada pela expansão acelerada do programa nuclear da China.

Washington não se pronunciou sobre o encerramento do pacto. O presidente Donald Trump havia sinalizado o desejo de incluir Pequim em um novo acordo, mas não formalizou resposta à proposta russa de prorrogar as diretrizes por mais um ano.

Moscou, por sua vez, afirmou que considera o tratado encerrado e que ambos os lados estão livres para decidir seus próximos passos. Em nota, o regime de Vladimir Putin classificou como “errada e lamentável” a postura norte-americana.

O Kremlin também destacou a disposição de adotar “contramedidas militares e técnicas decisivas” diante de eventuais ameaças. Ao mesmo tempo, reafirmou o compromisso com a “estabilização abrangente da situação estratégica”.

Sem tratado, cresce desconfiança entre potências nucleares

Sem um arcabouço institucional que assegure previsibilidade entre os arsenais, especialistas alertam para o aumento das incertezas. A falta de transparência pode alimentar desconfianças e incentivar ambos os lados a expandirem suas forças com base em hipóteses pessimistas.

+ Leia também: “Rússia lança ataque em larga escala contra Ucrânia e afeta sistema de energia”

As armas nucleares estratégicas são sistemas de longo alcance projetados para atingir centros decisivos do adversário em caso de guerra — como capitais, comandos militares e instalações industriais. Elas diferem das armas nucleares táticas, de menor alcance e potência, com uso limitado em campo de batalha.

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