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Explosão de estrela será visível a olho nu

O fenômeno é conhecido como Nova e deve acontecer ainda este ano

Uma ilustração da Nasa mostra uma simulação do fenômeno Nova | Foto: Divulgação/Nasa
Ilustração da Nasa mostra uma simulação do fenômeno Nova | Foto: Divulgação/Nasa

Há eventos astronômicos espetaculares que podemos ter a sorte de ver mais de uma vez na vida, como um eclipse solar total, o rastro luminoso de um superbólido no céu noturno, ou majestosos cometas. Mas um evento muito mais excepcional está prestes a ocorrer no céu. Ele pode começar na noite desta sexta-feira, 14.

Trata-se de uma explosão de uma estrela, conhecida como “Nova”. A Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) anunciou recentemente que fenômeno deve acontecer em breve e será visível a olho nu por vários dias.

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Esse evento raro consiste em um aumento repentino de brilho em uma determinada região do espaço. Da Terra, parecerá que uma estrela apareceu de repente. Ela surgirá na pequena constelação Corona Borealis, numa localização a cerca de 3.000 anos-luz da Terra.

Várias das estrelas mais brilhantes dessa constelação abrigam sistemas planetários, incluindo Negolu, um planeta semelhante a Júpiter cuja atmosfera contém vapor de água. É nesse trecho do céu que surgirá um novo ponto de luz, resultado de uma explosão estelar em um sistema binário composto por uma estrela anã branca e uma gigante vermelha.

Uma explosão termonuclear

A constelação Corona Borealis | Foto: Divulgação/Nasa
A constelação Corona Borealis | Foto: Divulgação/Nasa

A nova estrela não está se formando, nem se trata de uma “morte estelar” (como é o caso em eventos como uma supernova). O brilho observado é o resultado de reações termonucleares em um sistema binário de duas estrelas orbitando uma à outra: o sistema T Coronae Borealis (T Cr).

Uma das estrelas é uma anã branca (denominada T CrB) com massa semelhante à do Sol e diâmetro cerca de 100 vezes menor, circunstância que dá origem a um intenso campo gravitacional. Sua estrela companheira, a gigante vermelha denominada T CrA, está perdendo matéria (principalmente hidrogênio) devido à forte atração gravitacional da T CrB. E este hidrogênio está sendo gradualmente depositado na superfície da anã branca.

Como resultado, a concentração de hidrogênio na anã branca aumenta constantemente e há um aumento de pressão e calor até que ela atinge um limite. A estrela então entra em erupção numa colossal explosão termonuclear, semelhante às detonações de bombas de fusão atômica aqui na Terra.

Depois deste episódio violento, a estrela anã retornará ao seu estado original, voltando a capturar hidrogênio de sua companheira até que a explosão de nova se repita em cerca de 80 anos. É por isso que é tão difícil testemunhar esse evento duas vezes em uma vida.

Explosão da estrela é imprevisível

Normalmente, não é possível prever com certeza quando ocorrerá uma explosão estelar desse tipo. No entanto, há um pequeno grupo de sistemas binários de anãs brancas que geram novas periodicamente, ou seja, elas se repetem em ciclos de algumas décadas. Estamos falando de novas recorrentes ou periódicas e, felizmente, o sistema da T CrB pertence a esse seleto clube.

Além de conhecer a periodicidade em que a anã branca captura hidrogênio até o limite, os pesquisadores têm outras pistas sobre a iminência do evento dessa nova.

Assim, de acordo com o cientista William J Cooke, da Nasa, o escurecimento de uma anã branca durante um período anterior de um ano é um sinal claro da aproximação de uma explosão estelar. E a T CrB começou a escurecer em março de 2023.

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