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Fenômeno La Niña pode retornar neste trimestre

Esse tipo de evento climático influencia os ventos, a pressão atmosférica e os padrões de precipitação

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A chance de o fenômeno climático se formar entre setembro e novembro é de 55%, enquanto a possibilidade de um cenário neutro é de 45% | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), alertou para a possibilidade de retorno do La Niña entre setembro e novembro, fenômeno que pode modificar o clima global já neste trimestre.

A última vez que esse evento climático ocorreu foi entre dezembro de 2024 e março de 2025.

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O La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, integra as oscilações naturais do clima e costuma reduzir as temperaturas médias do planeta de forma temporária.

Apesar disso, a OMM prevê que, nos próximos meses, os termômetros continuarão acima da média em muitas regiões.

Probabilidades para os próximos meses

Desde março, o Pacífico permanece em condições neutras, sem sinais de El Niño ou La Niña, com as temperaturas do mar próximas ao normal.

Segundo os Centros Globais de Produção para Previsão Sazonal da OMM, a chance de o fenômeno climático se formar entre setembro e novembro é de 55%, enquanto a possibilidade de um cenário neutro é de 45%.

Para o período de outubro a dezembro de 2025, a probabilidade de condições de La Niña aumenta para cerca de 60%. Já a formação do El Niño até o fim deste ano é considerada improvável pela organização.

Impactos regionais do La Niña

Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, destacou a importância da previsão desses fenômenos para setores estratégicos.

“As previsões sazonais para El Niño e La Niña e os impactos associados a eles em nosso clima são uma importante ferramenta de inteligência climática”, afirmou a secretária. “Elas se traduzem em milhões de dólares de economia para setores-chave, como agricultura, energia, saúde e transporte, e salvaram milhares de vidas quando usadas para orientar ações de preparação e resposta.”

No cenário brasileiro, o fenômeno costuma alterar o regime de chuvas, aumentando a precipitação no Norte e no Nordeste e reduzindo no Sul e no Centro-Oeste, além de provocar temperaturas mais baixas em todo o país.

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Nos Estados Unidos, a Agência Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA) informou, em agosto, que há 56% de chance das condições neutras persistirem até outubro, seguidas por um curto período de La Niña, que deve durar até as primeiras semanas do verão.

Depois desse intervalo, a expectativa é de retorno à neutralidade.

Características e contexto climático

O La Niña influencia ventos, pressão atmosférica e padrões de precipitação. Seus efeitos normalmente contrastam com os do El Niño, principalmente nas áreas tropicais.

As previsões revelam que, mesmo diante da possível chegada do La Niña no próximo trimestre, as temperaturas deverão permanecer elevadas em grande parte do Hemisfério Norte e em extensas áreas do Hemisfério Sul.

As chuvas, por sua vez, devem seguir padrões similares aos de um La Niña moderado.

Leia também: “O café brasileiro fala inglês, não mandarim”, reportagem de Evatisto de Miranda publicada na Edição 282 da Revista Oeste

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