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França anuncia serviço militar voluntário para jovens

Programa pagará alistados de 18 e 19 anos em treinamento militar de 10 meses

Exército frances
O anúncio de Macron coincidiu com uma crise provocada por falas do general Fabien Mandon | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira, 27, um novo serviço militar juvenil voluntário. O programa entrará em vigor até meados de 2026 e será destinado a jovens de 18 e 19 anos. Eles receberão pagamento e participarão de um ciclo de treinamento de dez meses dentro do território francês.

O projeto deve começar com 3 mil participantes e crescer para 10 mil até 2030. A meta final é atingir 50 mil jovens em 2036. O custo estimado é de US$ 2,32 bilhões.

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Macron justificou a criação do programa pela “aceleração das ameaças” globais e pela ofensiva militar da Rússia no Leste Europeu. O presidente fez o anúncio durante visita à 27ª Brigada de Infantaria de Montanha, nos Alpes franceses.

Ele destacou que o modelo se baseia em experiências de outras nações europeias, como Alemanha e Dinamarca. “A França não pode permanecer inativa”, disse.

O presidente defendeu o fim do serviço militar obrigatório em 1996, durante o governo de Jacques Chirac. Segundo ele, o modelo compulsório não atende às demandas atuais do país.

Macron pretende alcançar 100 mil reservistas até 2030. Atualmente, o país conta com cerca de 47 mil. A força militar total deve atingir 210 mil integrantes nesse mesmo período.

França se abala com fala de general sobre “perder filhos” em conflito

O anúncio de Macron coincidiu com uma crise provocada por falas do general Fabien Mandon. Na semana anterior, o chefe das Forças Armadas afirmou que os franceses deveriam “aceitar perder seus filhos” diante da ameaça russa. A declaração gerou indignação.

Macron reagiu e tentou conter a repercussão negativa. Em entrevista à rádio RTL, ele negou que o país enviaria tropas à Ucrânia. “Precisamos absolutamente, e de imediato, dissipar qualquer ideia confusa de que vamos enviar nossos jovens para a Ucrânia.”

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O senador Cédric Perrin saiu em defesa do general. Para ele, Mandon apenas alertou o país com franqueza. “Ser um pouco direto é necessário para que os franceses entendam a situação em que nos encontramos, então ele fez bem”.

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