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G7 mira domínio da China sobre terras raras e minerais críticos

Países pretendem reduzir concentração do mercado e reforçar segurança das cadeias produtivas

Líderes do G7 em reunião da França | Foto: Reprodução
Líderes do G7 em reunião da França | Foto: Reprodução

Os países do G7 concordaram na quarta-feira 17 em limitar a dependência de um único fornecedor de minerais críticos a, no máximo, 60% das importações do bloco até 2030. A medida, voltada às chamadas “terras raras”, integra uma estratégia para reduzir a concentração global do setor, atualmente dominado pela China. As informações são da Reuters.

O acordo foi discutido durante a cúpula do grupo em Évian-les-Bains, na França. Embora o comunicado final não cite Pequim diretamente, fontes envolvidas nas negociações afirmaram que o objetivo é diminuir a dependência internacional da China na produção e no processamento de minerais considerados essenciais para setores como defesa, tecnologia, energia e indústria.

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Até o momento, os integrantes do G7 anunciaram 195 projetos ligados ao setor mineral desde o início de 2026, com investimentos estimados em € 64 bilhões (US$ 74 bilhões). A expectativa é acelerar a formação de cadeias alternativas de suprimento e ampliar a segurança no abastecimento desses materiais.

Outras medidas voltadas às terras raras

Terras raras são um conjunto minerais usados na fabricação de equipamentos eletrônicos, ímãs e tecnologias verdes | Foto: Reprodução
Terras raras são um conjunto minerais usados na fabricação de equipamentos eletrônicos, ímãs e tecnologias verdes | Foto: Reprodução

Além da meta de limitar a participação de um único fornecedor a 60%, os líderes do grupo estabeleceram como objetivo de longo prazo reduzir essa fatia para 50% o mais rapidamente possível.

A estratégia começará com lítio e níquel, minerais fundamentais para baterias, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Posteriormente, a iniciativa deverá ser ampliada para outros minerais críticos, especialmente elementos de terras raras.

A discussão ganhou força depois da adoção de restrições chinesas à exportação de materiais estratégicos, movimento que aumentou as preocupações de governos e empresas sobre vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimentos.

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Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), a China concentra cerca de 70% da capacidade mundial de refino da maior parte dos minerais críticos. Em alguns segmentos, a participação é ainda maior, principalmente nas etapas de processamento industrial e fabricação de componentes.

Os integrantes do G7 também discutiram a criação de uma plataforma internacional para coordenar políticas públicas, compartilhar informações e monitorar riscos relacionados ao abastecimento desses insumos estratégicos.

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