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Hamas teria escondido grandes estoques de fórmula infantil em Gaza

Ativista palestino afirma que suprimentos destinados a crianças ficaram fora do alcance da população durante a crise humanitária.

Um terrorista do Hamas durante busca por corpos de reféns israelenses assassinados, sequestrados pelo Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023 - 28/10/2025 | Foto: Haseeb Alwazeer/Reuters
Um terrorista do Hamas durante busca por corpos de reféns israelenses assassinados, sequestrados pelo Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023 - 28/10/2025 | Foto: Haseeb Alwazeer/Reuters

Um vídeo divulgado pelo ativista palestino Ahmed Fouad Alkhatib expôs um armazém cheio de fórmula infantil em Gaza, levantando suspeitas de que o Hamas reteve esses produtos durante a pior fase da crise humanitária. As imagens mostram caixas empilhadas em um prédio ligado ao Ministério da Saúde local, enquanto moradores enfrentavam escassez severa e relatos de desnutrição ganhavam repercussão internacional.

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Alkhatib afirma que essa estratégia buscou sustentar a versão de que Israel conduzia um cenário de fome generalizada. A divulgação do vídeo ocorreu em um momento marcado por relatos crescentes de desnutrição e comoção internacional.

Vídeo expõe armazém do Hamas lotado em meio à falta de alimentos

O ativista sustenta que o movimento também tinha como objetivo a restauração do antigo modelo de distribuição comandado pela Organização das Nações Unidas. Esse arranjo foi substituído pela Gaza Humanitarian Foundation, criada com apoio direto dos Estados Unidos para reduzir a interferência do Hamas na chegada dos insumos.

A deterioração da crise alimentar se intensificou quando o cessar-fogo ruiu em março, período em que Israel limitou a entrada de caminhões com mantimentos. Embora acusações de fome tenham crescido no exterior, Israel rejeita responsabilidade e atribui o sumiço de cargas ao roubo de mercadorias por grupos armados.

Um relatório da Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos reforçou essa linha ao identificar gangues envolvidas nos desvios, sem comprovar participação direta do Hamas. Ainda assim, Alkhatib defende a ideia de que o movimento precisa responder pelo manejo da ajuda. Ele sustenta que é possível cobrar mais facilidades de Israel sem ignorar o impacto das ações do Hamas na vida dos moradores.

Leia também: “Relatório denuncia ‘maior onda de antissemitismo da história moderna’ nas universidades dos EUA”

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