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Heineken vende suas operações por € 1 e deixa a Rússia

O comprador, Grupo Arnest, é o maior fabricante russo de cosméticos, produtos domésticos e embalagens metálicas para o setor de bens de consumo

Heineken 1 euro Rússia
Heineken anunciou que deixaria Rússia em março do ano passado | Foto: Reprodução/Heineken

Nesta sexta-feira, 25, a Heineken anunciou a finalização do seu processo de saída da Rússia. As operações da empresa holandesa, que incluem sete cervejarias e outros ativos, foram vendidas pelo valor de € 1 para o Grupo Arnest.

O Grupo Arnest é o maior fabricante russo de cosméticos, produtos domésticos e embalagens metálicas para o setor de bens de consumo.

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Nas cláusulas do contrato, não está incluída a opção de recompra. Além disso, o Grupo Arnest se compromete a empregar os 1,8 mil funcionários da Heineken pelos próximos três anos.

Apesar de o acordo provocar a perda de € 300 milhões, a cervejaria declarou que a quantia terá um impacto insignificante nos lucros. Sua perspectiva para o ano de 2023 se manteve inalterada.

Por que a Heineken demorou para deixar a Rússia?

A Heineken começou o processo para deixar a Rússia em março de 2022, sob a justificativa de que permanecer naquele ambiente era insustentável. O motivo: a invasão da Ucrânia pelos russos.

Para rebater as críticas de que demorou muito tempo para realizar a saída, a Heineken alegou que queria garantir o sustento de seus funcionários e realizar um processo de transferência ordenada para o novo dono da empresa no país.

Leia também: “Governo da Ucrânia evacua cidade depois de avanço da Rússia”

Outra justificativa para a demora são as novas regras impostas pelo Kremlin às empresas estrangeiras na venda de seus ativos.

As companhias têm de receber o aval do ministro das finanças russo, o que pode levar de seis a 12 meses. Companhias petrolíferas e bancárias ainda precisam da assinatura do presidente Vladimir Putin.

As novas medidas são uma retaliação do Estado russo às sanções ocidentais.

A Heineken acrescentou que removeu sua marca da Rússia no ano passado e que a produção da Amstel será gradualmente interrompida dentro do prazo de seis meses.

Heineken 1 euro Rússia
CEO da Heineken, Dolf van den Brink expôs que legislação atrasou saída da Rússia. | Foto: Reprodução/Westfaironline

Confira a nota oficial do CEO da companhia, Dolf van den Brink

“Agora completamos nossa saída da Rússia. Os acontecimentos recentes demonstram os desafios significativos que grandes empresas industriais enfrentam para sair da Rússia. Apesar de ter demorado mais do que esperávamos, essa transação assegura a subsistência de nossos funcionários e permite que deixemos o país de uma maneira responsável.”

Leia mais: “Embraer se manifesta sobre queda de jato na Rússia”

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2 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    Qualquer empresa sabe que investir em pais comunista é um risco. Alguem tem alguma dúvida sobre a saida da Ford e da Volkswagem do Brasil? A GM tbem esta de malas prontas.

  2. José Garcia
    José Garcia

    Como sempre, o diabólico comunismo só traz atraso e destruição aonde põem as mãos !! Né, petezada ?

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