O homem morto durante uma operação federal em Minneapolis, em Minnesota, foi identificado como Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos. Segundo informações divulgadas pela Fox News e confirmadas pela Federação Norte-Americana dos Empregados do Governo (AFGE), Pretti era enfermeiro de UTI, residente na cidade e integrante do sindicato. Ele morreu ao ser baleado por um agente da Patrulha de Fronteiras durante uma ação de fiscalização migratória realizada na manhã deste sábado, 24.
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De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Pretti se aproximou dos agentes portando uma pistola calibre 9 mm e dois carregadores durante uma operação que tinha como alvo José Huerta-Chuma, imigrante em situação ilegal com histórico criminal. As autoridades afirmaram que o homem teria resistido de forma violenta à tentativa de desarmamento. Socorristas prestaram atendimento imediato no local, mas Pretti morreu ainda na cena da ocorrência.
Polícia investiga morte em Minneapolis
A AFGE informou, em nota, que imagens do episódio circulam nas redes sociais, mas que os vídeos disponíveis até o momento não demonstram de forma clara se Pretti empunhava a arma no momento dos disparos, como alegado pelo DHS. Segundo registros judiciais citados pela Fox News, Pretti possuía autorização legal para porte de arma no Estado e não tinha antecedentes criminais, além de infrações de trânsito.
Líderes do Partido Democrata e ativistas locais contestam o relato das autoridades federais com base em vídeos divulgados nas redes sociais, que sugerem que Pretti não empunhava uma arma no momento em que foi baleado, mas apenas um celular. As autoridades, por sua vez, mantêm a versão de que o homem estava armado durante a abordagem. O sindicato afirmou que o caso ainda está em apuração e pediu cautela diante das informações incompletas.
O tiroteio ocorreu no cruzamento da West 26th Street com a Nicollet Avenue, no sul de Minneapolis. Depois da morte, protestos se formaram rapidamente na região. Agentes federais isolaram o perímetro enquanto manifestantes tentavam se aproximar do local. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão.
Autoridades políticas também se manifestaram. A procuradoria-geral de Minnesota informou que acompanha o caso, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que agentes federais devem ser autorizados a “fazer seu trabalho”. A prefeitura de Minneapolis orientou a população a evitar a área e afirmou que equipes trabalham para esclarecer as circunstâncias do episódio.
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