Homem que atirou no ex-presidente Reagan ganha liberdade depois de 41 anos

John Hinckley passou 35 anos em hospital psiquiátrico e vivia desde 2016 em regime condicional nos Estados Unidos
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Reagan sofreu uma perfuração no pulmão no atentado de 30 de março de 1981
Reagan sofreu uma perfuração no pulmão no atentado de 30 de março de 1981 | Foto: Reprodução/Flickr

O homem que tentou matar o então presidente norte-americano Ronald Reagan em 1981 ganhou liberdade plena da Justiça do país na última quarta-feira, 15, depois de 41 anos de prisão e posterior monitoramento na condicional.

John Hinckley tinha 25 anos quando feriu o ex-presidente e outras três pessoas em uma tentativa de assassinato na frente de um hotel em Washington. Reagan se recuperou rapidamente depois do ataque, apesar de uma perfuração no pulmão, mas seu secretário de imprensa Jim Brady teve que lidar com danos permanentes.

Um júri o considerou Hinckley inocente por motivo de insanidade em seu julgamento de 1982, o que levou o Congresso e alguns estados a aprovar leis restringindo o uso da insanidade como defesa.

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Agora, o homem de 67 anos comemorou sua recém-descoberta liberdade, depois do fim oficial de décadas de supervisão por profissionais da área jurídica e de saúde mental.

“Depois de 41 anos 2 meses e 15 dias, liberdade finalmente”, escreveu Hinckley em sua conta no Twitter.

O levantamento de todas as restrições era esperado desde o final de setembro, quando o juiz Paul L. Friedman, em Washington, disse que libertaria Hinckley se ele continuasse “mentalmente estável”. A filha de Reagan, Patti Davis, se opôs à libertação.

Em 2016, Hinckley havia recebido liberdade condicional em tempo integral e passou a morar com sua mãe no Estado da Virgínia, até a morte dela no ano passado. Antes, viveu 35 anos em um hospital psiquiátrico de Washington.

Ronald Reagan comandou os Estados Unidos em dois mandatos, entre 1981 e 1989, sendo celebrado como um dos grandes presidentes da história recente do país. É atribuído ao republicano a condução vitoriosa para o desfecho da Guerra Fria, que culminou na dissolução da União Soviética. O político morreu em 2004.

Leia também: América indomável, artigo de Ana Paula Henkel na Edição 116 da Revista Oeste.

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