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Irã declara fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios

Autoridade iraniana diz que passagem está bloqueada; rota concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo

Irã Navios-tanque nas águas do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X
Navios-tanque nas águas do Estreito de Ormuz | Foto: Reprodução/X

Um assessor do comandante da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou nesta segunda-feira, 2, que o Estreito de Ormuz está fechado e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar a região.

“O estreito está fechado. Qualquer um que ousar passar, nossos heróis da força naval e do exército da Guarda Revolucionária incendiarão esses navios. Não venham para esta região”, declarou o general Ebrahim Jabbari, em comentários transmitidos pela emissora estatal IRIB.

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Irã: restrições ao petróleo

Segundo ele, o Irã não permitirá a exportação de petróleo pela rota até que “eles sintam a pressão de estar em uma situação difícil”. A declaração ocorre depois do assassinato do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel.

O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias do comércio global de energia. A via marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e atravessa águas territoriais do Irã e de Omã. A porção norte da rota está sob controle iraniano.

Leia também: “Tiro ao alvo no topo de mundo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste

De acordo com dados do governo dos Estados Unidos, cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo passam normalmente por suas rotas marítimas. As remessas incluem principalmente petróleo e derivados de países como Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Uma interrupção prolongada na passagem ameaça reduzir significativamente a oferta global e provocar forte alta nos preços do petróleo bruto, com impactos diretos sobre inflação e custos de energia em diversas economias.

A crise se intensificou depois de uma onda de ataques iniciada no sábado 28 por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, em meio às tensões envolvendo o programa nuclear de Teerã. Em resposta, o regime dos aiatolás lançou ações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

O fechamento do estreito eleva o risco de um conflito regional de maiores proporções e adiciona forte volatilidade ao mercado internacional de energia.

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