O Irã rejeitou neste domingo, 28, o restabelecimento das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra seu programa nuclear. O regime classificou a decisão como “injustificável” e ameaçou retaliar qualquer país que decida aplicar as penalizações.
As sanções voltaram a valer durante a madrugada, depois que potências ocidentais acionaram o mecanismo “snapback”, previsto no acordo nuclear firmado em 2015. As medidas proíbem negociações relacionadas a armas nucleares e mísseis balísticos da República Islâmica.
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Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou as potências ocidentais de violar o pacto diplomático. “A reativação de resoluções anuladas é legalmente infundada e injustificável”, escreveu o regime. “Todos os países devem se abster de reconhecer esta situação ilegal.”
A República Islâmica ainda declarou que o país “defenderá firmemente seus direitos e interesses nacionais”. Nesse sentido, “qualquer ação que vise minar os direitos e interesses de nosso povo enfrentará uma resposta firme a apropriada”.
Israel apoia sanções, e Irã ameaça países europeus
Em contrapartida, Israel celebrou a decisão como uma resposta necessária às violações nucleares do Irã. Em comunicado, classificou o retorno das sanções como “um grande desenvolvimento” diante das contínuas transgressões do regime, especialmente em seu programa nuclear militar.
Enquanto o parlamento iraniano se reúne neste domingo, o presidente da casa legislativa, Mohammad Bagher Ghalibaf, lançou um alerta direto aos países que aplicarem as medidas.
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“Anunciamos que, se qualquer país quiser tomar medidas contra o Irã com base nessas resoluções ilegais, enfrentará sérias ações recíprocas”, disse Ghalibaf. “Os países europeus que iniciaram esse processo também enfrentarão nossa reação.”
Ele não detalhou quais seriam as medidas previstas. No entanto, reforçou que o Irã considera o novo cenário como uma escalada provocada por forças externas.






































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