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Islã foi a religião que mais cresceu entre 2010 e 2020, mostra estudo

De acordo com o Pew Research Center, as populações muçulmanas da Europa e América do Norte cresceram mais rapidamente que as não muçulmanas

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Grupo de três mulheres muçulmanas usando hijabs em frente a uma barraca com bandeiras britânicas no Petticoat Lane Sunday Market, em Londres | Foto: Mary Doggett/Shutterstock

Os muçulmanos foram o grupo religioso que mais cresceu no mundo entre 2010 e 2020, aponta o estudo do Pew Research Center divulgado nesta terça-feira, 10. No entanto, os adeptos do islã continuam sendo o segundo maior grupo religioso globalmente, atrás apenas dos cristãos.

Nesse período, a população muçulmana aumentou em 347 milhões e totalizou 2 bilhões de pessoas. Já os cristãos cresceram em 122 milhões, para um total de 2,3 bilhões. Os budistas foram o único grupo a encolher em números absolutos, com uma redução de 19 milhões, para um total de 324 milhões.

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A análise abrangeu 201 países e territórios, cobriu 99,98% da população mundial e considerou sete grupos: cristãos, muçulmanos, hindus, budistas, judeus, adeptos de outras religiões e pessoas sem filiação religiosa.

Islã foi a religião que mais cresceu entre 2010 e 2020, mostra estudo
Crescimento dos grupos religiosos entre 2010 e 2020 | Foto: Reprodução/Pew Research Center

O crescimento dos muçulmanos superou o de todas as outras religiões combinadas — 347 milhões contra 248 milhões. Esse aumento foi maior do que a população total de budistas em 2020. 

Com isso, a diferença entre o número de cristãos e muçulmanos no mundo vem diminuindo: em 2010, os muçulmanos representavam 23,9% da população global e os cristãos, 30,6%. Em 2020, essas proporções mudaram para 25,6% e 28,8%, respectivamente, sendo que o crescimento cristão foi limitado por altas taxas de abandono religioso.

Taxa de fertilidade é maior entre muçulmanos que entre adeptos de outras religiões | Foto: Reprodução/Pew Research Center

O crescimento muçulmano foi impulsionado principalmente por fatores demográficos: eles têm mais filhos e são, em média, mais jovens que os adeptos de outras religiões. Entre 2015 e 2020, a taxa média de fecundidade das mulheres muçulmanas foi de 2,9 filhos, contra 2,2 das mulheres não muçulmanas. Em 2020, a idade mediana dos muçulmanos era 24 anos, nove a menos que a dos não muçulmanos (33 anos).

A conversão religiosa teve pouco impacto no crescimento muçulmano. Dados de 117 países revelam que cerca de 1% das pessoas criadas no islã deixou a religião, número compensado por um volume semelhante de conversões ao islamismo.

População muçulmana se espalhou por mais localidades entre 2010 e 2020 | Foto: Reprodução/Pew Research Center

Adeptos do islã cresceram no Ocidente mais que outros grupos

Em 2020, a maioria dos muçulmanos vivia na região Ásia-Pacífico (1,2 bilhão), seguida por Oriente Médio e Norte da África (414 milhões) e pela África Subsaariana (369 milhões). Embora as populações muçulmanas da Europa e América do Norte sejam menores, cresceram mais rapidamente que as populações não muçulmanas nessas regiões.

A região com maior concentração relativa de muçulmanos foi o Oriente Médio e o norte da África, onde representavam 94% da população. Apesar disso, essa região abriga apenas cerca de um quinto dos muçulmanos do mundo.

Os países com maior número de muçulmanos em 2020 estavam fora do Oriente Médio e do norte da África: Indonésia (239 milhões), Paquistão (227 milhões), Índia (213 milhões) e Bangladesh (151 milhões). No total, os muçulmanos formavam a maioria populacional em 53 países e territórios.

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