O governo de Israel anunciou, nesta quarta-feira, 12, a reabertura da passagem de Zikim, no norte do território palestino. A medida permitirá a entrada, na Faixa de Gaza, de caminhões com ajuda humanitária fornecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por outras organizações internacionais.
O órgão israelense Cogat, ligado ao Ministério da Defesa, informou que a passagem funcionará “de forma permanente”. Isso já ocorre em Kerem Shalom, no sul de Gaza.
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Segundo o Cogat, todo o material humanitário que chegar por Zikim passará por “rigorosas inspeções de segurança realizadas pela Autoridade de Passagens Terrestres do Ministério da Defesa” antes de entrar no território palestino. A operação ocorrerá “em conformidade com uma diretriz do escalão político”, afirmou o órgão.
Mesmo com o cessar-fogo desde 10 de outubro, Gaza segue sob bloqueio e continua sendo alvo de bombardeios. O governo de Israel acusa o Hamas de violar o acordo e sustenta que age em legítima defesa.
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O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários considerou a reabertura essencial para acelerar a entrega de suprimentos às populações mais vulneráveis. “A abertura de passagens diretas ao norte é vital para garantir que ajuda suficiente chegue às pessoas o mais rápido possível”, disse a entidade em relatório recente.
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Trabalhadores humanitários relatam, porém, que as restrições israelenses e os longos processos de inspeção ainda dificultam o envio de produtos essenciais. A devastação da infraestrutura e o risco de saques também comprometem o transporte dentro de Gaza.
Nesta terça-feira, 11, o Unicef afirmou que Israel impede a entrada de itens como seringas e mamadeiras, o que tem dificultado o trabalho das agências no território. O material aguarda liberação alfandegária desde agosto.
O Cogat, por sua vez, negou as acusações. Disse que Israel não impede a entrada de suprimentos, mas adota cautela, para evitar que o Hamas “explore cinicamente a ajuda para seu próprio fortalecimento militar”. O órgão declarou ainda oferecer “soluções alternativas” às organizações.
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