publicidade
Mundo

Justiça impõe a Cristina Kirchner multa de R$ 3 bilhões por corrupção

Condenados têm dez dias úteis para transferir o valor à conta do tribunal argentino

Cristina Kirchner
O escândalo envolve irregularidades em contratos de infraestrutura na província de Santa Cruz | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Judiciário da Argentina determinou que a ex-presidente Cristina Kirchner e outros oito réus condenados no caso Vialidad depositem, em até dez dias úteis, a quantia de 684,9 bilhões de pesos, cerca de R$ 3 bilhões, como ressarcimento pelos danos causados aos cofres públicos.

A ordem judicial partiu do Tribunal Oral Federal 2, que fixou o prazo-limite para o pagamento na manhã de 13 de agosto. A quantia foi calculada com base em perícia técnica da Suprema Corte, que atualizou o prejuízo com base em valores corrigidos.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

O escândalo envolve irregularidades em contratos de infraestrutura na Província de Santa Cruz, reduto político da família Kirchner. Durante o julgamento, os juízes Jorge Gorini e Rodrigo Giménez Uriburu classificaram o fato como um “gravíssimo caso de corrupção”.

Ao contrário dos argumentos apresentados pela defesa e pelo Ministério Público, o tribunal aceitou apenas o laudo da equipe contábil da Suprema Corte. Segundo a decisão, o valor corresponde ao total exato do rombo gerado pelas fraudes.

Entre os intimados estão Cristina Kirchner e o empresário Lázaro Báez, apontado como principal beneficiado pelos contratos superfaturados. Caso não depositem o valor dentro do prazo legal, o tribunal dará início à execução dos bens dos réus até atingir a cifra estipulada.

Para viabilizar o pagamento, o Banco da Nação Argentina recebeu ordem de abrir uma conta judicial específica. O tribunal será o responsável por administrar os valores recebidos.

Condenação de Kirchner inaugura revés inédito na Justiça

Esta é a primeira vez que a Suprema Corte da Argentina confirma uma condenação contra Cristina Kirchner. O caso Vialidad representa um marco na história judicial do país, com impacto direto na imagem do kirchnerismo.

O julgamento analisou dezenas de obras contratadas ao longo dos mandatos de Néstor e Cristina Kirchner, entre 2003 e 2015, que beneficiaram empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez.

+ Leia também: “Argentina aumenta o salário médio e alcança o menor índice de pobreza desde 2018”

O esquema operava com sobrepreço, favorecimento em licitações e pagamentos sem a devida execução dos serviços.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Amiga de Ladrão, ladrona é!
    Apoiadores também se enquandram!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade