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Larry Ellison, fundador da Oracle, ultrapassa Elon Musk e se torna o homem mais rico do mundo

A fortuna de Ellison subiu US$ 101 bilhões (cerca de R$ 550 bilhões), às 10h10 do horário de Nova York

Larry Ellison, fundador da Oracle | Foto: Oracle - Divulgação
Larry Ellison, fundador da Oracle | Foto: Oracle - Divulgação

Larry Ellison se tornou o homem mais rico do mundo nesta quarta-feira, 10, encerrando o reinado de quase um ano de Elon Musk.

Larry Ellison, fundador da Oracle | Foto: Oracle - Divulgação
Larry Ellison, fundador da Oracle | Foto: Oracle – Divulgação

A fortuna de Ellison subiu US$ 101 bilhões (cerca de R$ 550 bilhões) às 10h10, do horário de Nova York, depois que a Oracle, empresa que fundou e que controla, divulgou resultados trimestrais que superaram as expectativas, prevendo um crescimento adicional nos próximos meses. 

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Esse elevou sua riqueza total para US$ 393 bilhões, superando os US$ 385 bilhões de Musk, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. Foi o maior ganho diário do índice.

Ellison, de 81 anos, tem a maior parte de seu patrimônio líquido investido na Oracle, gigante dos softwares de banco de dados.

Saiba mais: Larry Ellison, da Oracle, se torna o 2º mais rico do mundo

Em sua breve biografia no site oficial da Oracle, além de mencionar seu papel na empresa em 13 palavras, aparece também que Ellison “veleja, pilota aviões, joga tênis e toca violão”. 

Suas realizações pessoais e profissionais, no entanto, vão muito além disso. 

Nascido em 1944 no Bronx, filho de mãe solteira (seu pai biológico era um piloto militar ítalo-norte-americano), ele foi adotado por seus tios aos 9 meses de idade, de quem também herdou o sobrenome.

Seu pai adotivo, um imigrante russo, decidiu mudá-lo para Ellison em homenagem ao lugar que o “acolheu” nos Estados Unidos, a Ilha Ellis.

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Depois de abandonar a faculdade, um jovem Ellison começou a aprender a profissão de desenvolvedor na prática. No início da década de 1970, chegou seu primeiro projeto: a criação de um banco de dados relacional para a CIA. Codinome: Oracle.

O sucesso da Oracle, que ele liderou até 2014, e que hoje preside e atua como diretor de tecnologia, além de possuir mais de 40% das ações da empresa, não é o único empreendimento profissional e pessoal em que ele deixou sua marca. 

De 1997 a 2002, ele também presidiu o conselho de administração da Apple. E em 2018, ele se juntou ao conselho da Tesla, tendo já comprado US$ 3 milhões em ações.

E em 2023, ele foi um dos primeiros a investir na OpenAI. Em suma, ele sabe basicamente para onde o vento está soprando (além de pequenos deslizes, como comprar ações da fraudulenta Theranos).

Ações da Oracle supervalorizadas

As ações da Oracle, que já haviam se valorizado 45% neste ano até o fechamento de terça-feira, saltaram 41% na quarta-feira, depois que a empresa reportou um forte aumento nas reservas e apresentou uma perspectiva otimista para seus negócios de infraestrutura em nuvem. Este foi o maior ganho diário da empresa até o momento. 

A Oracle também está trabalhando em um projeto para facilitar o acesso de pequenas empresas de tecnologia ao mercado das compras governamentais do setor de defesa. Um mercado multibilionário que, até agora, apresentou limitações significativas.

O projeto se chama Oracle Defense Ecosystem e o objetivo é claro: modernizar as Forças Armadas, familiarizando-as com ferramentas de inteligência artificial.

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E toda a comunidade do Vale do Silício está interessada nesse grande negócio, como demonstrado pelo recrutamento de executivos da Meta, da Palantir e da OpenAI. 

Um dos principais objetivos do projeto é estabelecer sua própria plataforma de computação em nuvem dentro do Pentágono, incentivando empresas a utilizá-la. 

A lista atual inclui empresas de IA como Blackshark.ai, SunsuQ, Metron e Arqit. A Oracle oferecerá acesso aos seus escritórios e expertise, com descontos na plataforma de nuvem e IA da Palantir Technologies, bem como no NetSuite, o software empresarial da Oracle.

Bom relacionamento com Trump beneficiou a Oracle

A Oracle também se beneficia da parceria que Ellison construiu com Donald Trump nos últimos meses.

Em janeiro, na Sala Roosevelt da Casa Branca, o presidente norte-americano revelou “o maior projeto de infraestrutura de inteligência artificial da história”.

Uma joint venture chamada Projeto Stargate, formada por três gigantes do setor, cujos representantes estavam lá, ao lado dele: o CEO da OpenAI, Sam Altman; Ellison; e o CEO da Softbank, Masayoshi Son.

As três empresas — juntamente com um quarto investidor, o fundo MGX dos Emirados Árabes Unidos — investirão US$ 500 bilhões para criar os data centers e a infraestrutura de computação necessários para “garantir a liderança norte-americana em IA”.

As ações da Tesla, por outro lado, caíram 13% neste ano. O conselho de administração da empresa propôs um pacote de remuneração substancial para Musk, que, se ele atingir uma série de metas ambiciosas, poderá torná-lo o primeiro trilionário do mundo.

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