publicidade
Mundo

Maduro chama governo de Israel de 'genocida' e 'ameaça à humanidade'

Em reunião do Grupo de Haia, o ditador da Venezuela acusou as instituições internacionais de passividade diante da ofensiva militar israelense

Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, aparece com militares no dia de sua posse para um terceiro mandato de seis anos, em Caracas, Venezuela, em 10 de janeiro de 2025 | Foto: Zurimar Campos/Palácio de Miraflores/Divulgação/ Reuters

Acusações contra o governo de Israel dominaram o discurso do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta terça-feira, 15, durante a reunião do Grupo de Haia em Bogotá, na Colômbia. O líder chavista classificou a gestão de Benjamin Netanyahu como “a maior ameaça à humanidade” e elogiou a realização do encontro, que tem o objetivo de discutir respostas legais e diplomáticas à ofensiva israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Em uma carta encaminhada “aos povos do mundo” e, especialmente, aos presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Maduro considerou que a reunião liderada por Bogotá e Pretória “representa uma resposta moral e política essencial em um momento em que toda a humanidade é desafiada pelo horror e pela impunidade”.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Maduro disse estar “comovido pelo sofrimento do povo palestino” e expressou indignação perante o que chamou de “passividade do mundo diante do maior crime da história contemporânea: o genocídio em curso contra a Palestina”.

Grupo de Haia Nicolás Maduro
O Grupo de Haia foi formado na cidade do mesmo nome, onde ficam o Tribunal Penal Internacional (TPI) e o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), para apoiar a Palestina | Foto: Reprodução/X

Para o ditador venezuelano, trata-se de “um plano sistemático para destruir um povo, erradicar sua identidade, apagar sua memória”, além de ser “um crime contra a humanidade, sustentado pelo fluxo constante de armas, dinheiro, tecnologias de vigilância e proteção diplomática provenientes das potências ocidentais”.

O ditador da Venezuela também utilizou o termo “regime” ao se referir ao governo israelense e acusou Netanyahu de adotar uma política “racista”. “O regime de Netanyahu, sob o controle de uma elite sionista que fez da guerra e do racismo uma doutrina de Estado, tornou-se a maior ameaça à humanidade”, afirma a carta.

Leia também:

Para Maduro, a destruição causada por ataques a hospitais, escolas e residências palestinos não apenas provoca mortes de civis, mas também abala as bases da paz global, viola normas internacionais e compromete o futuro das Nações Unidas.

Ele acrescentou que “as instituições criadas para proteger a humanidade cederam”. Para o ditador, tanto a Corte Internacional de Justiça (CIJ) quanto o Tribunal Penal Internacional (TPI) “têm se comportado com uma lentidão vergonhosa, se não com total complacência”, sugerindo que esses órgãos estariam dominados por interesses do Ocidente.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma sessão plenária do Knesset, o Parlamento de Israel - 11/6/2025 | Foto: Ronen Zvulun/Reuters
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante uma sessão plenária do Knesset, o Parlamento de Israel – 11/6/2025 | Foto: Ronen Zvulun/Reuters

Grupo de Haia inclui países ditatoriais, como Venezuela e Cuba

Durante a reunião na Colômbia, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, representou Caracas e expressou a expectativa de que o encontro produza “uma resposta unificada e eficaz para acabar com as atrocidades que Israel continua a cometer contra o povo palestino”.

O Grupo de Haia, criado em janeiro por Bolívia, Colômbia, Cuba, Honduras, Malásia, Namíbia, Senegal e África do Sul, busca responsabilizar Israel por ações na Faixa de Gaza. Esses países defendem, entre outros pontos, o cumprimento dos mandados de prisão emitidos pelo TPI contra Netanyahu e outros ministros israelenses por crimes de guerra.

A postura de Maduro revela uma contradição: enquanto seu governo integra o Grupo de Haia, segue recusando a jurisdição da CIJ para solucionar o litígio territorial com a Guiana sobre a região de Essequibo. Desde que o processo chegou ao tribunal internacional, Maduro insiste em não reconhecer o órgão como legítimo para decidir a disputa.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Só quem gosta de você no Brasil são os Ladrões!

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Amigão do Luladrão.
    E as mulinhas manobráveis que o apoiam, deveriam ir fazer uma visita pro Maduro e ficar por lá…

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade