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Mais de 200 mil pessoas participam de protestos contra Macron

Revolta ganhou força depois de o presidente francês nomear Sébastien Lecornu como novo primeiro-ministro

Milhares de manifestantes tomaram as ruas desde a madrugada desta quarta-feira, 10, em protesto contra o governo de Macron | Foto: Reprodução/Redes sociais
Milhares de manifestantes tomaram as ruas desde a madrugada desta quarta-feira, 10, em protesto contra o governo de Macron | Foto: Reprodução/Redes sociais

Mais de 200 mil pessoas saíram às ruas em diferentes cidades da França para protestar contra o presidente Emmanuel Macron. Segundo informações do jornal Le Monde, há quase 600 manifestações e cerca de 250 bloqueios de estradas. Ao menos 400 manifestantes foram presos.

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A revolta ganhou força depois que o presidente Emmanuel Macron nomeou Sébastien Lecornu como novo primeiro-ministro.

O primeiro-ministro escolhido por Macron

A escolha do quinto premiê em menos de dois anos ocorreu um dia depois da saída de François Bayrou do cargo. Lecornu, de 39 anos, é visto por críticos como continuidade de uma política impopular conduzida diretamente por Macron.

Emmanuel Macron França Estado Palestino
Presidente da França, Emmanuel Macro | Foto: Reprodução/Instagram

Milhares de manifestantes tomaram as ruas desde a madrugada desta quarta-feira, 10. Em cidades como Nantes, Marselha, Montpellier e Lyon, pneus e lixeiras em chamas interromperam o trânsito. 

Em Toulouse, um incêndio afetou a circulação ferroviária. Já em Bordeaux, um grupo com rostos cobertos tentou montar barricadas.

O movimento “Bloqueie Tudo” convocou os protestos pelas redes sociais. Surgido em maio, inicialmente ligado a grupos de direita, o movimento passou a ser impulsionado por militantes de esquerda e extrema esquerda, segundo as autoridades.

Atuações da polícia da França

Em Paris, estudantes ergueram bloqueios nas proximidades de escolas. Bombeiros agiram para conter o fogo em barricadas. A polícia mobilizou ao menos 80 mil agentes de segurança em todo o país, sendo 6 mil apenas na capital.

Leia mais: “O tapa na cara francês”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 210 da Revista Oeste

Frases como “Macron, renuncie” e “O problema é Macron, não os ministros” se espalharam entre cartazes e gritos dos manifestantes. A rejeição ao presidente se tornou o ponto de convergência de grupos diversos, que criticam desde as políticas econômicas até o estilo centralizador de governo.

A operadora Vinci relatou interrupções em trechos rodoviários importantes. As forças policiais utilizaram gás lacrimogêneo em alguns pontos para conter aglomerações, como na tentativa de ocupação de uma rotatória em Nantes.

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2 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Lacron, esquerdoente inútil, só serve para formar o trisal dos infernos: Lacron, Luladrão e Canja!
    E por isso a múmia dele mete porrada na cara dessa besta-quadrada.

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Tomara que o barroso “perdeu mané” aproveite bem a estadia dele em Paris, no meio desse caoa todo.

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