A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou, em publicação na rede social X neste domingo, 1º, que retornará à Venezuela “em poucas semanas”. A ativista deixou a Venezuela há quase três meses para receber o Prêmio Nobel da Paz, na Noruega.
Ao longo do pronunciamento, mencionou presos políticos que foram libertados, mães que passaram “noites infinitas em vigília diante dos centros de tortura”, além de presos que “seguem nas celas, especialmente os presos militares”.
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Ela também agradeceu ao povo e ao governo dos Estados Unidos, inclusive militares, por ações que, segundo suas palavras, teriam sido realizadas “pela liberdade da Venezuela e pela segurança nacional de seu país”.
María Corina afirmou que “a transição à democracia na Venezuela é irreversível” e defendeu o fortalecimento da união entre venezuelanos, a consolidação de um “grande acordo nacional” e a preparação para “uma nova e gigantesca vitória eleitoral”. Segundo ela, o objetivo é garantir uma “transição à democracia ordenada e sustentável”.
María Corina, Nobel da Paz
A ativista venezuelana foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Em nota, o Comitê Norueguês do Nobel disse que o prêmio foi concedido “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
A nota prosseguia: “No último ano, a sra. Machado foi forçada a viver escondida”, afirmava. “Apesar das sérias ameaças à sua vida, ela permaneceu no país, uma escolha que inspirou milhões de pessoas. Ela uniu a oposição do seu país. Ela nunca vacilou em resistir à militarização da sociedade venezuelana. Ela tem sido firme em seu apoio a uma transição pacífica para a democracia”.
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Em outubro de 2023, María Corina venceu as eleições primárias na Venezuela, mas o regime de Maduro a impediu de concorrer à Presidência em 2024. Ela teve os direitos políticos cassados pela Corte Constitucional, alinhada à ditadura. Nas eleições de 2024, apoiou o opositor Edmundo González, cuja vitória foi negada pelas autoridades, apesar das provas apresentadas.
Nascida em 1967, na Venezuela, María Corina é formada em engenharia e finanças. Em 1992, inaugurou a Fundação Atenea, voltada ao acolhimento e à educação de crianças de rua em Caracas. Dez anos depois, foi uma das idealizadoras da Súmate, organização que promove eleições livres e transparentes, reconhecida por fiscalizar o processo eleitoral venezuelano.
Leia também: “As vozes de quem fugiu da ditadura”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 304 da Revista Oeste


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