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Membros de comitê da ONU viram as costas para embaixadora dos EUA

Entidades de direitos humanos norte-americanas protestaram contra Michelle Taylor

ONU costas embaixadora EUA
Embaixadora Michelle Taylor vetou proposta de cessar-fogo em Gaza | Foto: Divulgação/U.S Mission

Errata: diferentemente do noticiado anteriormente, foram ativistas de entidades norte-americanas quem deram as costas para a embaixadora dos EUA. Tratava-se de um “protesto silencioso” contra “respostas insuficientes do governo” às suas preocupações com os direitos humanos. A discussão no momento, portanto, não era a guerra entre Israel e os terroristas do Hamas, mas questões internas norte-americanas, relacionadas aos direitos humanos.

Integrantes do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) viraram as costas para a embaixadora Michelle Taylor, dos Estados Unidos. O protesto aconteceu na última quarta-feira, 18, durante o discurso da diplomata na sede da ONU, em Genebra, na Suíça.

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A reação do Comitê ocorreu em reunião na qual o Brasil propôs um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

Em 13 dias, o conflito já levou à morte de mais de 5 mil civis e militares e deixou pelo menos 16 mil feridos. 

Leia mais: “ONU milita em favor do aborto e contra o marco temporal”

Dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, 12 votaram a favor do plano brasileiro de dar uma trégua no confronto. 

Rússia e Reino Unido se abstiveram do voto. No entanto, a embaixadora dos Estados Unidos decidiu pelo único veto à proposta.

O voto norte-americano desagradou a comunidade internacional por causa de uma determinação do Conselho de Segurança da ONU: as resoluções só podem ser aprovadas com o apoio da Rússia, da China, da França, do Reino Unido e dos EUA. Os cinco países são os membros permanentes da organização.

Vídeos do rechaço à embaixadora circulam nas redes sociais.

A representante dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, justificou a decisão e afirmou que o pedido não mencionava o “direito de autodefesa de Israel”.

Apesar do impasse, o governo norte-americano votou pela proposta de uma “pausa humanitária”, apenas para o envio de auxílio à população da Faixa de Gaza. 

Conforme o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a preocupação do país sempre foi humanitária.

“Infelizmente, não foi possível aprovar o texto, mas fizemos de tudo para parar com o sacrifício humano e dar assistência à população que está no local”, afirmou. 

A proposta brasileira de um cessar-fogo recebeu aprovação dos seguintes países:

  • Albânia;
  • China;
  • Equador;
  • França;
  • Gabão;
  • Gana;
  • Japão;
  • Malta;
  • Moçambique;
  • Suíça; e
  • Emirados Árabes Unidos, além do Brasil.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    É SÓ DAR O NOME AOS BOIS QUE OS EUA TERIAM ACEITO O CESSAR FOGO.

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