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Milei comemora prisão de Maduro em operação militar dos EUA

O governo da Argentina é crítico ao chavismo e tem se aliado à postura norte-americana em relação ao regime

8 de janeiro
O governo da Argentina classificou, em agosto, o Cartel de los Soles como organização terrorista | Foto: Cristina Sille/Reuters

O governo da Argentina celebrou a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, realizada na madrugada deste sábado, 3, durante uma operação militar de grande escala conduzida pelos Estados Unidos. A Casa Rosada há meses intensifica a pressão contra o que classificam como regime autoritário e narcocriminal em Caracas.

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O presidente Javier Milei, crítico de longa data do chavismo, foi um dos primeiros a reagir publicamente à notícia. “A liberdade avança! Viva a liberdade, caral***”, escreveu no X. Em fóruns internacionais como a ONU e o Mercosul, ele já classificou o governo Maduro como uma “ditadura sangrenta” e defendeu a libertação de presos políticos.

Nicolás Maduro ação militar EUA Venezuela
Nicolás Maduro está no poder desde 2013 na Venezuela | Foto: Reprodução/Instagram Nicolás Maduro

Ministra argentina celebra prisão de Maduro

A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, também se pronunciou. “Hoje é um dia histórico. A liberdade e a paz estão chegando à América Latina”, escreveu no X. “A Argentina, assim como os Estados Unidos, declarou o Cartel de los Soles como organização terrorista, uma estrutura criminosa liderada desde o topo pelo próprio regime de Nicolás Maduro.”

A declaração faz referência a uma decisão de agosto, quando a Argentina incluiu o Cartel de los Soles, acusado pelos EUA de narcoterrorismo e ligado diretamente a Maduro, em sua lista de organizações terroristas. A medida alinhou Buenos Aires à política norte-americana, que elevou a recompensa por informações sobre o ditador para US$ 50 milhões e o acusa de ser um dos maiores narcotraficantes do mundo.

A captura de Maduro, confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorreu em meio a explosões registradas em Caracas. O ditador venezuelano e sua mulher foram removidos do território nacional, de acordo com o chefe da Casa Branca.

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