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Milei quer privatizar gestão de rodovias da Argentina

A estatal Corredores Viales, responsável por administrar essas vias, acumula déficit operacional de US$ 30 milhões

Javier Milei disse que a agenda 2030 é ‘nefasta’
Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro do ano passado, foram aplicados aumentos tarifários | Foto: Reprodução/Twitter/X/@NewsLiberdade

O presidente da Argentina, Javier Milei, quer privatizar a operação das rodovias do país, atualmente sob gestão da estatal Corredores Viales. A informação foi divulgada por fontes oficiais, na quinta-feira 10.

Em coletiva de imprensa, o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, anunciou que a administração e a manutenção das rodovias nacionais serão transferidas ao setor privado. Adorni explicou que a Corredores Viales enfrenta um déficit operacional de US$ 30 milhões, coberto até dezembro de 2023 com recursos do Tesouro da Argentina. Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro do ano passado, foram aplicados aumentos tarifários.

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“A empresa não cumpriu com os padrões mínimos de operação e manutenção”, afirmou Adorni. Segundo o porta-voz, qualquer empresa, nacional ou internacional, que apresente o seguro exigido, poderá participar da licitação para operar o serviço de forma mais eficiente.

Adorni descreveu a iniciativa como “uma abertura sem precedentes para a transparência”. Ele também ressaltou que as empresas concessionárias “cobrarão a taxa de concessão somente quando tiverem colocado toda a rota em condições”.

Quando Milei quer economizar com a privatização das rodovias

O governo argentino prevê economizar US$ 5,6 bilhões, e o processo de licitação ocorrerá em duas etapas. Em dezembro de 2024, será aberta a licitação para dois trechos do corredor 18.

Em fevereiro de 2025, a segunda licitação incluirá 8,6 mil quilômetros em 12 trechos, o que representa 20% da rede de rodovias, mas concentra 80% do tráfego.

Milei veta reforma do sistema de aposentadorias e pensões na Argentina
Plano de atrair investimento estrangeiro funciona com estratégia de Javier Milei: controle dos gastos públicos e maior liberdade econômica | Foto: Ciaran McCrickard/Fórum Econômico Mundial

Nos anos 1990, as rodovias foram privatizadas. Isso permitiu a cobrança de pedágios e manutenção das vias por empresas sob um esquema de concessão. A crise de 2001 e a pesificação dos pedágios afetaram as finanças das empresas, o que levou algumas a buscar resolução de disputas internacionais.

Os contratos expiraram em 2003, quando os governos de Néstor e Cristina Kirchner implementaram um sistema misto de cobrança, alvo de suspeitas de corrupção. O governo de Mauricio Macri tentou projetos de parceria público-privada, sem sucesso. Em 2019, a Corredores Viales tornou-se concessionária das rodovias nacionais.

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