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MP da Argentina pede extradição de Maduro depois de prisão nos EUA

Ditador responde a processo por tortura de venezuelanos refugiados em território argentino

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Adam Gray/Reuters

O Ministério Público da Argentina pediu à Justiça federal do país nesta segunda-feira, 5, que comece um processo de extradição do ditador Nicolás Maduro.

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O objetivo é julgar o venezuelano por crimes contra humanidade e violações dos direitos humanos em processo que tramita na Argentina com base na chamada “jurisdição universal”, que permite o julgamento independentemente do local dos delitos ou nacionalidade dos envolvidos. Em setembro de 2024, a Justiça Federal da Argentina emitiu uma ordem de prisão internacional de Maduro.

O procurador-geral de Justiça da Argentina, Carlos Stornelli, disse que o pedido é urgente, depois da operação dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na captura do ditador. Maduro está preso em Nova York e deve aguardar julgamento nos próximos meses. Ele foi indiciado pela Justiça norte-americana por crimes ligados aos tráfico internacional de drogas. A mulher de Maduro, Cilia Flores, também foi detida e está presa nos EUA.

Acusação da Argentina contra Maduro

A ordem de prisão argentina contra Maduro decorre de denúncias feitas pelo Foro Argentina para a Defesa da Democracia (FADD), embasadas em relatos de tortura e perseguição política na Venezuela. Refugiados venezuelanos na Argentina relataram maus-tratos em locais como o Helicoide, principal centro de detenção do país.

Segundo decisão da Justiça, “os depoimentos revelam eloquentemente as experiências padecidas pelas vítimas — que parecem exibir um padrão comum nas ações do Estado — e se refletem nos diversos relatórios de organizações internacionais que expõem especificamente as características controversas do Estado de Direito venezuelano — perseguições, sequestros, torturas, crimes — contra a população civil e o desinteresse em adaptar-se às regras democráticas”.

O processo judicial que tramita na Argentina inclui outros militares e agentes venezuelanos, como Diosdado Cabello, ministro do governo interino de Delcy Rodríguez.

Depois da detenção de Maduro, o presidente argentino Javier Milei elogiou a ação militar conduzida pelo presidente Donald Trump. Milei é favorável à posse de Edmundo González, que disputou as eleições de julho de 2024. Verificações independentes constataram fraudes nas eleições, mas a ditadura declarou Maduro vencedor e o manteve no cargo.

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1 comentário
  1. Renato
    Renato

    Parabéns a justiça Argentina por judicializar este narcotraficante que causou extremo mal a população da Venezuela. O regime bolivariano obrigou que mais de 9 milhões de venezuelanos fugissem do país em busca de liberdade e melhores condições de vida. CADEIA PARA ESTE MOSTRO.

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