O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou, neste domingo, 28, que ainda não há nada definido em relação ao plano de cessar-fogo apresentado pelos Estados Unidos. Ele admitiu que Israel está colaborando com a equipe do presidente norte-americano Donald Trump para avançar no plano de 21 pontos.
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“Estamos trabalhando nisso”, disse Netanyahu à Fox News. “Ainda não foi finalizado, mas estamos de fato colaborando com a equipe do presidente Trump enquanto falamos.”
O plano norte-americano prevê medidas como a desmilitarização de Gaza, a libertação dos reféns e o término imediato do conflito, com possibilidade de concretização em até 48 horas, caso seja aprovado.
Entre os pontos do acordo, relata a mídia israelense, estão a entrega de ajuda humanitária e a promessa de Israel de não atacar o Catar novamente, cláusula que será discutida com a administração Trump.
Neste domingo Netanyahu reuniu-se com o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, com o enviado norte-americano Steve Witkoff e com Jared Kushner, genro do presidente, para detalhar o plano.
Parte das negociações envolve a redação do documento, conciliando a exigência israelense de que a Autoridade Palestina não governe Gaza e a demanda árabe de sua participação.
Paralelamente, uma delegação egípcia deve viajar a Doha para encontrar líderes do Hamas, que ainda não tiveram acesso ao texto final do plano.
Netanyahu confirmou que Israel estaria disposto a permitir que líderes do grupo terrorista Hamas deixem Gaza em troca da libertação dos 48 reféns restantes e do fim do conflito: “Queremos liberar os reféns e desmilitarizar Gaza.”
Netanyahu nega fome e Trump mantém otimismo
Sobre a situação humanitária, Netanyahu responsabilizou o Hamas e negou qualquer política de fome por parte de Israel: “Nunca houve política de fome em Gaza, e nunca haverá.”
Ele admitiu a existência de “privação”, mas garantiu que não há pessoas desnutridas, citando imagens de terroristas capturados sem sinais de magreza. O premiê destacou ainda os cuidados para evitar vítimas civis.
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Quanto ao programa nuclear iraniano, Netanyahu reafirmou a intenção de impedir que o Irã arme seu urânio e afirmou conhecer a localização dos demais sítios nucleares. Sobre os ataques das Forças de Defesa de Israel ao Catar, disse: “Os EUA e qualquer país respeitável não dão passagem para terroristas”, comparando com a operação norte-americana contra Osama bin Laden.
O presidente Trump manteve o tom otimista nas redes sociais: “Há uma chance real de grandeza no Oriente Médio. Todos estão a bordo para algo especial. Pela primeira vez. Nós vamos conseguir!!!” O vice-presidente JD Vance também declarou confiança na possibilidade de cessar-fogo.
No terreno, as Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, informaram ter perdido contato com dois reféns durante operações em Gaza e pediram a suspensão de ataques aéreos por 24 horas para proteger os capturados.
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