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Nguyen Phu Trong, líder máximo do Vietnã, morre aos 80 anos

To Lam deve permanecer como secretário-geral interino até 2026, enquanto o Partido Comunista debate a sucessão

Nguyen Phu Trong
O chefe do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, morreu aos 80 anos | Foto: Wikimedia Commons

O chefe do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, morreu nesta sexta-feira, 19, aos 80 anos, depois de ocupar o cargo de líder máximo do país por 13 anos. Segundo comunicado, ele morreu “devido à idade avançada e a uma doença grave”. Não foi divulgado maiores detalhes sobre a enfermidade.

Ainda de acordo com o boletim, a equipe médica de Trong esclareceu que ele morreu depois de “um período de doença, apesar de ter sido tratado de todo o coração pelo Partido, pelo Estado, por um coletivo de professores, médicos e importantes especialistas médicos.”

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O presidente do Vietnã, To Lam, assumiu as funções de Trong na quinta-feira 18, depois de o partido anunciar que o líder Trong precisava dedicar-se ao tratamento médico. O partido ainda decidirá se Lam continuará como secretário-geral interino até o próximo Congresso em 2026 ou se elegerá um novo candidato antes disso.

Embora o Vietnã não tenha um governante supremo oficialmente, Trong era a figura mais poderosa do país desde que assumiu como secretário-geral do partido em 2011. Em 2021, ele garantiu um terceiro mandato após a dispensa de uma regra que limitava a dois mandatos, demonstrando sua forte influência política.

Trajetória de Nguyen Phu Trong

Nos últimos meses, Trong parecia frágil em eventos públicos e esteve ausente em várias reuniões de alto nível. Educado na União Soviética, era visto como um ideólogo marxista-leninista.

Em 2017, iniciou uma campanha contra a corrupção ao estilo chinês, conhecida como “fornalha ardente”, resultando em investigações e demissões de centenas de funcionários, incluindo ministros e presidentes.

Leia também: “Vietnã, a nova potência econômica asiática”

To Lam, ex-chefe da agência de segurança interna, foi uma figura central nessa campanha e foi eleito presidente em maio, depois da renúncia de seu antecessor devido a acusações de irregularidades.

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