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Número de bilionários dispara na China durante a pandemia

Jack Ma, do Alibaba, que durante muito tempo foi a pessoa mais rica do país, acaba de ser ultrapassado por Zhong Shanshan

Foto: Reprodução/Flickr

A China nunca teve tantos bilionários, apesar da pandemia que sacode a economia global. No momento, o país ultrapassa seus rivais mais próximos nesse quesito, incluindo os Estados Unidos, de acordo com o ranking do Hurun Global Rich List publicado nesta terça-feira, 2. A China foi o primeiro país a ser afetado, no fim de 2019, pelo novo coronavírus, que paralisou sua economia, mas também foi o primeiro a se recuperar e voltar a crescer. O gigante asiático somou 253 novos bilionários e domina amplamente o ranking mundial, com um total de 992 super-ricos. O tamanho do clube de bilionários da China quase dobrou nos últimos cinco anos, num contexto de alta nos mercados de ações e uma enxurrada de novos IPOs.

Em números, os Estados Unidos são o segundo país com mais bilionários, 696. A potência somou 70 novos super-ricos. As três maiores fortunas continuam, porém, sendo norte-americanas e francesa: US$ 197 bilhões para Elon Musk, fundador da Tesla, à frente de Jeff Bezos, da Amazon, e do francês Bernard Arnault, da LVMH. A Índia é o terceiro país com o maior número de bilionários, 177. O homem mais rico da China é o empresário do setor de água engarrafada Zhong Shanshan, que um ano antes nem estava entre as 100 pessoas mais ricas. Sua fortuna está avaliada em US$ 85 bilhões, depois que sua empresa Nongfu Spring abriu o capital no ano passado.

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Pela primeira vez na história do ranking Hurun, as maiores fortunas da China não estão mais vinculadas ao mercado imobiliário, setor em que o crescimento do país se baseia há muito tempo. Os executivos da Tencent (internet e video game) e da ByteDance (dona do app de vídeos TikTok) estão em segundo e terceiro lugares. Jack Ma, do Alibaba, que durante muito tempo ocupou o primeiro degrau do pódio, caiu para a quarta posição, com fortuna estimada em US$ 55 bilhões.

Leia também: “Durante a pandemia, ‘Carnaval da China’ movimenta U$S 46,7 bilhões”

Com informações da AFP

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1 comentário
  1. Bruno Fortini Veloso
    Bruno Fortini Veloso

    Que ano espetacular para a China, às custas da miséria alheia! Já devem estar lapidando um novo vírus para jogar sobre nós.

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