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O que é a dissecção da aorta, causa da morte do senador Lindsey Graham

Condição pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico imediato para aumentar as chances de sobrevivência

O senador dos Estados Unidos Lindsey Graham, do Partido Republicano da Carolina do Sul | Foto: Divulgação/U.S. Embassy Kyiv Ukraine
O senador dos Estados Unidos Lindsey Graham, do Partido Republicano da Carolina do Sul | Foto: Divulgação/U.S. Embassy Kyiv Ukraine

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O senador norte-americano Lindsey Graham, de 71 anos, faleceu devido a uma dissecção da aorta, uma emergência cardiovascular rara, no Hospital da Universidade George Washington, depois de ser levado na noite de sábado. O atestado de óbito aguarda exames toxicológicos e laboratoriais. Graham, que representava a Carolina do Sul no Senado desde 2003 e era próximo do ex-presidente Donald Trump, havia visitado Kiev dois dias antes, onde se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

A morte do senador norte-americano Lindsey Graham, aos 71 anos, voltou a chamar atenção para a dissecção da aorta, uma emergência cardiovascular rara e potencialmente fatal.

Segundo informações preliminares do Instituto Médico-Legal de Washington, a causa da morte foi uma dissecção da aorta provocada por doença cardiovascular arteriosclerótica.

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Graham foi levado ao Hospital da Universidade George Washington na noite de sábado, mas não resistiu. O atestado de óbito permanece pendente da conclusão de exames toxicológicos e laboratoriais.

A dissecção da aorta ocorre quando há um rompimento na camada interna da principal artéria do corpo, permitindo que o sangue se infiltre entre as camadas da parede do vaso. O quadro pode interromper o fluxo sanguíneo para órgãos vitais ou provocar ruptura da artéria, exigindo atendimento médico imediato.

A trajetória de Lindsey Graham, senador dos EUA

Graham ganhou projeção nacional em 1999, ao participar da equipe de congressistas republicanos que atuou no processo de impeachment do então presidente, Bill Clinton | Foto: Gage Skidmore/Flickr
Graham ganhou projeção nacional em 1999, ao participar da equipe de congressistas republicanos que atuou no processo de impeachment do então presidente, Bill Clinton | Foto: Gage Skidmore/Flickr

Especialistas afirmam que a condição costuma estar associada a hipertensão arterial, aterosclerose, aneurismas, doenças cardiovasculares e fatores como idade avançada, tabagismo, colesterol elevado, diabetes e obesidade. Embora rara, a doença apresenta alta taxa de mortalidade quando não tratada.

Os principais sintomas incluem dor intensa e súbita no peito ou nas costas, falta de ar, desmaio, dor abdominal intensa e sinais semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC), como dificuldade para falar ou perda de força em um dos lados do corpo.

O tratamento depende da região afetada da aorta. Casos que envolvem a porção próxima ao coração geralmente exigem cirurgia de emergência, enquanto outros podem ser tratados inicialmente com medicamentos para controlar a pressão arterial, embora também possam necessitar de intervenção cirúrgica. Médicos ressaltam que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de sobrevivência.

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Graham representava a Carolina do Sul no Senado dos Estados Unidos desde 2003. Nos últimos anos, tornou-se um dos aliados mais próximos do presidente Donald Trump no Congresso e uma das vozes republicanas mais ativas em temas de defesa, segurança nacional e política externa.

Dois dias antes de morrer, Graham esteve em Kiev e se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Durante a visita, defendeu a aplicação de novas sanções contra a Rússia e a continuidade do apoio norte-americano aos ucranianos. Ele havia retornado aos EUA e participaria de um programa de televisão neste domingo, 12, para comentar a viagem.

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