Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, postou na noite da última sexta-feira, 2, seu último vídeo em suas redes sociais antes de ser preso pelos Estados Unidos. Na gravação, o político aparece confiante, com a postura de quem espera permanecer anos no poder. Poucas horas depois, ele seria preso junto com sua mulher, Cilia Flores, na ação militar deflagrada pelos EUA em Caracas e em outras localidades.
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“A [nossa] vitória não é uma promessa, é um desígnio do destino”, disse Maduro no vídeo de pouco mais de um minuto. Esse suposto destino, segundo o ditador, na mesma gravação, seria “a Colômbia, a Grande” — país que existiu entre 1819 e 1831, formado pelos territórios hoje da Venezuela, do Equador, da Colômbia e do Panamá.
A captura de Maduro, logo depois do vídeo
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou a captura de Maduro neste sábado, 3. O ditador foi preso junto com a mulher, Cilia Flores, durante uma operação militar na capital, Caracas — a mesma cidade de onde governou o país e reprimiu os opositores por quase 13 anos. A chegada ao poder aconteceu em março de 2013, com a morte do então ditador Hugo Chávez.
O governo dos EUA ainda não revelou o paradeiro dos prisioneiros. A procuradora-geral de Justiça dos EUA, Pam Bondi, disse que eles serão julgados pela Justiça norte-americana em Nova York, para estão sendo levados. Segundo ela, eles foram indiciados por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.
Como dizem por aí, não importa a cor do gato, desde que cace ratos. Al Capone foi condenado por sonegação fiscal, não pelos demais crimes que cometeu. O que importou é que foi condenado e morreu na prisão. Que Maduro seja condenado sob qualquer argumento, mas que seja condenado, merece por tudo o que fez. Outros ditadores latino americanos, presidentes ou não, que venham a ser igualmente condenados, é o que esperam os cidadãos de bem.