Uma revisão das estatísticas de geração de emprego do governo do ex-presidente Joe Biden, do Partido Democrata dos Estados Unidos, concluiu que, de 2022 a 2024, 2 milhões de empregos a menos foram criados do que a então gestão norte-americana alegava. Isso elimina 28,5% da criação de emprego que o governo afirmava ter alcançado no período.
A revisão já era esperada. As agências de notícias Reuters e Bloomberg já tinham noticiado que uma revisão pelo governo do atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, teria um efeito pesado.
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O governo Biden alega ter criado mais de 16 milhões de empregos. Porém, 9 milhões desses empregos são apenas a retomada depois dos lockdowns. Restam 7 milhões de empregos criados de maio de 2022 a dezembro de 2024. Esses 7 milhões viraram 5 milhões depois das revisões.
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A revisão do último ano foi concluída e publicada nesta semana. Nela, mais 900 mil vagas de empregos desapareceram.
Isso ocorre porque a estatística de empregos não é um levantamento preciso de quantas pessoas foram contratadas. Na realidade, em torno de um terço dos empregadores é monitorado — e a criação de empregos total do país é estimada a partir disso. Naturalmente, isso abre espaço para imprecisões e margens de erro.

Os dados dos empregos dos EUA com Biden
Também é importante notar que essa estatística reflete quantos empregos foram criados, mas é necessário ver os detalhes finos para ver quantos são de período integral e quantos são de meio período. Uma pessoa demitida de um emprego de tempo integral e que agora tem dois empregos de meio período seria contada duas vezes. Contudo, no fim das contas, um emprego foi criado. O observador casual pode ser levado ao erro por esse tipo de detalhe.
Distorções ocorrem porque a estatística é criada por agências governamentais, dirigidas por pessoas apontadas pelo governo eleito. Está no interesse delas que estimativas e modelos mostrem que o governo está sendo bem-sucedido.
Em tempos em que governos acusam oponentes políticos de fake news, é importante lembrar que decisões de investimento, da taxa de juros norte-americana e decisões pelos eleitores foram tomadas em cima de uma estatística produzida pelo governo.
Os EUA são a maior economia do mundo, e suas movimentações influenciam o mundo inteiro. E o presidente dos EUA é a pessoa mais poderosa do planeta. Por isso, manipulações de uma estatística tão importante quanto essa possuem consequências enormes não só para os norte-americanos, mas para todas as pessoas do planeta.
Quando você faz, é fake news antidemocrática, e o governo e seus apoiadores berram por “regulação” das redes. Quando o governo faz, é um erro estatístico. Acontece. Segue o jogo. Fica a lição: não confie, verifique.
Leia também: “O legado de Biden: ele não deixou um legado”, artigo de Peter Suderman publicado na Edição 253 da Revista Oeste
Por Raphaël Lima. Empresário e libertário. Fundador do canal Ideias Radicais, do Instituto Livre Mercado e da empresa Settee.






































Os esquerdistas sempre mentirosos e hipócritas , não conseguem falar a verdade !
Mesma coisa por aqui no Bostil: dados fantasiosos produzidos pelo Pokemón no IBGE, para que jumentos venham zurrar por aqui.