publicidade
Mundo

Opinião: 28% dos empregos de Biden… não existem

'É importante lembrar que decisões de investimento, da taxa de juros norte-americana, e decisões pelos eleitores foram tomadas em cima de uma estatística produzida pelo governo'

O presidente dos EUA, Joe Biden, teceu comentários no Museu Nacional da Escravidão em Luanda, Angola - 3/12/2024 | Foto: Elizabeth Frantz/Reuters
Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos; dados inflados sobre o mercado de trabalho norte-americano | Foto: Elizabeth Frantz/Reuters

Uma revisão das estatísticas de geração de emprego do governo do ex-presidente Joe Biden, do Partido Democrata dos Estados Unidos, concluiu que, de 2022 a 2024, 2 milhões de empregos a menos foram criados do que a então gestão norte-americana alegava. Isso elimina 28,5% da criação de emprego que o governo afirmava ter alcançado no período.

A revisão já era esperada. As agências de notícias Reuters e Bloomberg já tinham noticiado que uma revisão pelo governo do atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, teria um efeito pesado.

Receba nossas atualizações

O governo Biden alega ter criado mais de 16 milhões de empregos. Porém, 9 milhões desses empregos são apenas a retomada depois dos lockdowns. Restam 7 milhões de empregos criados de maio de 2022 a dezembro de 2024. Esses 7 milhões viraram 5 milhões depois das revisões.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

A revisão do último ano foi concluída e publicada nesta semana. Nela, mais 900 mil vagas de empregos desapareceram.

Isso ocorre porque a estatística de empregos não é um levantamento preciso de quantas pessoas foram contratadas. Na realidade, em torno de um terço dos empregadores é monitorado — e a criação de empregos total do país é estimada a partir disso. Naturalmente, isso abre espaço para imprecisões e margens de erro.

Ordem judicial no Texas suspende programa de imigração nos EUA
O ex-presidente Joe Biden integra o Partido Democrata dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/X

Os dados dos empregos dos EUA com Biden

Também é importante notar que essa estatística reflete quantos empregos foram criados, mas é necessário ver os detalhes finos para ver quantos são de período integral e quantos são de meio período. Uma pessoa demitida de um emprego de tempo integral e que agora tem dois empregos de meio período seria contada duas vezes. Contudo, no fim das contas, um emprego foi criado. O observador casual pode ser levado ao erro por esse tipo de detalhe.

Distorções ocorrem porque a estatística é criada por agências governamentais, dirigidas por pessoas apontadas pelo governo eleito. Está no interesse delas que estimativas e modelos mostrem que o governo está sendo bem-sucedido.

Em tempos em que governos acusam oponentes políticos de fake news, é importante lembrar que decisões de investimento, da taxa de juros norte-americana e decisões pelos eleitores foram tomadas em cima de uma estatística produzida pelo governo.

Os EUA são a maior economia do mundo, e suas movimentações influenciam o mundo inteiro. E o presidente dos EUA é a pessoa mais poderosa do planeta. Por isso, manipulações de uma estatística tão importante quanto essa possuem consequências enormes não só para os norte-americanos, mas para todas as pessoas do planeta. 

Quando você faz, é fake news antidemocrática, e o governo e seus apoiadores berram por “regulação” das redes. Quando o governo faz, é um erro estatístico. Acontece. Segue o jogo. Fica a lição: não confie, verifique.

Leia também: “O legado de Biden: ele não deixou um legado”, artigo de Peter Suderman publicado na Edição 253 da Revista Oeste


Por Raphaël Lima. Empresário e libertário. Fundador do canal Ideias Radicais, do Instituto Livre Mercado e da empresa Settee.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Os esquerdistas sempre mentirosos e hipócritas , não conseguem falar a verdade !

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Mesma coisa por aqui no Bostil: dados fantasiosos produzidos pelo Pokemón no IBGE, para que jumentos venham zurrar por aqui.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.