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Oposição da Venezuela diz que Maduro vai receber 'garantias' para deixar o poder

María Corina Machado também prometeu incentivos para uma transição pacífica

Nicolás Maduro ainda declarou ainda que ‘Venezuela está em paz e calma’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nicolás Maduro foi declarado reeleito pelo CNE da Venezuela | Foto: | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, afirmou em entrevista ao jornal AFP que oferecerá “garantias, salvo-conduto e incentivos” para uma transição negociada de poder, com o objetivo de Nicolás Maduro deixar o cargo.

Machado está empenhada em demonstrar que Edmundo Gonzalez venceu as eleições realizadas no dia 28 de julho na Venezuela. A líder da oposição ainda enfatizou que a comunidade internacional tem responsabilidade sobre a situação na Venezuela, solicitando maior apoio para a reivindicação de vitória da oposição.

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Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira 8, os ministros das Relações Exteriores de Brasil, Colômbia e México declararam a “importância” do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela e pediram a apresentação das atas eleitorais do país.

Em nenhum momento os representantes dos países citaram o fato de o órgão ter declarado o ditador Nicolás Maduro reeleito, mesmo sem provas que confirmem os votos da população.

Os chanceleres declararam que o CNE da Venezuela deve fornecer os resultados das eleições à sociedade, destacando que, embora o órgão tenha declarado que enviou os documentos ao Tribunal Supremo de Justiça, ainda não os apresentou publicamente.

“Consideram fundamental a apresentação pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) dos resultados das eleições presidenciais de 28 desagregados por mesa de votação”, escreveram os ministros. “Ao tomarem nota da ação iniciada perante o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) sobre o processo eleitoral, partem da premissa de que o CNE é o órgão a que corresponde, por mandato legal, a divulgação transparente dos resultados eleitorais.”

Ditadura da Venezuela prende e acusa jornalistas de terrorismo

O Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) acusou a ditadura do Nicolás Maduro de prender quatro jornalistas sob a alegação de terrorismo. Os comunicadores estavam presentes nas manifestações que tomaram a Venezuela depois da alegada reeleição do chavista.

“Denunciamos o uso ilegal e arbitrário das leis antiterrorismo na Venezuela, especialmente contra jornalistas e repórteres fotográficos e cinematográficos”, afirmou o SNTP, em comunicado publicado nas redes sociais. “Foram detidos durante os protestos pós-eleitorais no país.”

O sindicato ainda afirmou que os jornalistas estão impedidos de ter acesso a advogados particulares. As prisões, segundo o órgão, ocorreram em diferentes Estados venezuelanos. Confira os nomes dos profissionais acusados de terrorismo pela ditadura:

  • Deisy Peña (fotógrafa);
  • Yousner Alvarado (fotógrafo);
  • Paúl León (cinegrafista); e
  • José Gregorio Carnero (jornalista).

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2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O corno velho ainda insiste em proterver o outro

  2. Francisco Fábio De Araújo Batista
    Francisco Fábio De Araújo Batista

    É horrível a conduta de criaturas como esse Maduro , Ortega e outros ante ao fato de não saber usar o poder temporário das urnas e ou lideranças. O pior é que repercute na qualidade de vida da população.

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