Papa compara crise humanitária na Ucrânia à fome provocada por Stalin

Segundo o pontífice, invasão da Rússia ocasionou "martírio da agressão" contra ucranianos
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Papa Francisco | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Papa Francisco | Foto: Reprodução/ Redes sociais | Papa Francisco

O papa Francisco disse, nesta quarta-feira, 23, que os ucranianos sofrem com o “martírio da agressão” desde o início da guerra na Ucrânia, invadida pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano.

Durante audiência geral na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice comparou o conflito ao “terrível genocídio” da década de 1930, quando o ditador da União Soviética (URSS) Josef Stalin provocou fome na Ucrânia.

“Este sábado marca o aniversário do terrível genocídio do Holodomor, o extermínio de ucranianos pela fome que foi causado artificialmente por Stalin”, disse o papa. “Rezemos pelas vítimas deste genocídio e rezemos por tantas crianças, mulheres e idosos que hoje sofrem o martírio da agressão.”

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Traduzido para o português brasileiro, o termo “holodomor” significa “morte por inanição”. A palavra foi utilizada entre os anos de 1931 e 1933, durante o processo de coletivização forçada dos campos agrícolas da Ucrânia, na época sob domínio da URSS.

Papa defende armar a Ucrânia

Em setembro, o papa defendeu a ideia de que armar a Ucrânia pode ser aceitável caso “as condições de moralidade sejam cumpridas”. Francisco considerou, no entanto, que é necessário “dialogar com todos”, em referência à Rússia.

O pontífice atentou para a questão da “moralidade” quando foi questionado, no regresso de uma visita de três dias ao Cazaquistão, sobre a necessidade de fornecer armas a Kiev. “É uma decisão política, que pode ser moral, moralmente aceita, se as condições de moralidade forem atendidas”, observou.

Francisco alertou para o fato de que a decisão pode “ser imoral, se for feita com a intenção de causar mais guerras ou vender mais armas”. Ele acrescentou que “a motivação é o que qualifica em grande parte a moralidade desse ato”.

Segundo o líder da Igreja Católica, “defender-se não é apenas lícito, mas é também uma expressão de amor à pátria. Quem não se defende não ama, mas quem defende ama”, concluiu.

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